12 fevereiro, 2014

Sol e brigadeiro

Nesta manhã, em meio a um suspiro, caiu-me muito bem um pensamento: quero viver mais. Tudo passa tão rápido e a gente permanece nas caixas cotidianas do escritório, das interfaces, dos nossos velhos padrões. Gosto da minha profissão, do meu cotidiano, gosto da minha vida, uma vida que fica ainda mais bonita quando, ao voltar de táxi para casa, um lindo sol se abre sobre uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Aquele sol pós-expediente e aquela cor de férias e de bom humor despertam em mim um desejo muito grande de desbravamento: momentos felizes, sorriso, experiências.

Sim, sou grata a Deus. Mas, a cada dia – não sei se sob o efeito balzaquiano -, tenho reavaliado os meus hábitos, meus relacionamentos e comportamento, e a leitura que costumo fazer das circunstâncias. A mudança pretendida faz parte de um processo de autoconhecimento. Minha inquietação tem a ver com estabelecer novas prioridades, casando cada coisa com o seu valor.

Hoje prefiro, por exemplo, trocar o shopping pela praia; procuro usar e ter o que preciso e me agrada e não o que esperam de mim; escolho estar com quem quer estar comigo; opto pelo perdão; e oro para consertar o que ainda há de torto em mim – e haja!!!

Quero chegar ao final de cada dia e constatar que saí da inércia, que fiz o novo, mesmo que esse novo tenha sido assistir um filme e comer pipoca na quarta-feira à tarde, sem culpa ou me recriminar por isso. E se der vontade de ficar de perna pra cima? Qual o problema? É preciso dar uma chacoalhada no dia a dia, se despentear, sujar a roupa, lamber os dedos sujos de brigadeiro, ver gente, sentir o sol.

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