18 outubro, 2012

Mulher, o sexo difícil


Quando adolescente, lá por volta dos 15 anos, sofria bastante ao perceber que estava sendo excluída de alguma turma. A exclusão costuma ocorrer naturalmente em grupos formados por meninas. Mulheres são competitivas de nascença, gostam de fazer disputas das mais diversas naturezas, envolvendo desde a roupa usada numa festa até a ocupação de um cargo numa empresa. Mulheres chegam ser cruéis umas com as outras nessas guerrilhas cotidianas. Com o tempo fui considerando que dar atenção a isso nunca vale a pena, porque gera situações desagradáveis, cria barreiras, e acaba em desperdício de tempo e energia. Prefiro estar em paz, sem levar em conta as possíveis subestimações, provocações e as ignoradas básicas, e me revelar de verdade para quem se aproxima com o coração puro. Eu gosto de ser mulher, amo o universo feminino, cheio de “loções mágicas”, frufrus e cuidados, mas acho que ser homem é bem mais fácil.

Esquecendo as exceções, o homem não é de jogos, é mais sincero e menos preocupado com as “vantagens” que uns possam levar sobre os outros. Seus conflitos são abertos, todo mundo vê, não duram muito e nem são propiciadores de grandes fofocas. O homem não se veste para que os outros homens o rotulem como fashion, não corre para comprar determinada coisa porque o colega tem e ele não suporta estar por baixo. O homem não liga de acordar com a cara amassada, não se estressa por não ter encontrado uma celulite sequer na barriga do vizinho, não dá ataque de histeria e justifica com a TPM, não leva a sério as pequenas brincadeiras “depreciativas” dos amigos, não arma complôs, raramente julga o outro logo de início e, além disso tudo, suas brigas são de soco, e não de unhas na pele ou puxões de cabelo.

Ser homem é simples. Basta ser. Ser mulher é escolher a todo instante. Escolher a roupa, o dia, o lugar, as amigas, as palavras, o melhor ângulo.




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