26 junho, 2012

Por um fio

Hoje recebi um telefonema que me deixou chateada. Um jornalista, assim como eu, ligou para a assessoria de comunicação em que trabalho com o intuito de obter mais informações sobre uma matéria enviada para a imprensa. O problema é que junto com as dúvidas irônicas veio um mundo inteiro de palavras nada solenes. Senti que ele entrou em contato pré-disposto a discutir e insultar. Chegou a fazer ameaças quando expliquei que ele deveria, assim como os demais colegas de profissão, fazer a solicitação via e-mail, um procedimento padrão do meu setor.

Fiquei horrorizada com a maneira como ele falou comigo. Vestia a pose do "importantíssimo homem do universo". Não vou mentir: tive raiva, muita raiva. O pessoal que presenciou a minha tentativa de manter a calma com o fulano - dono de um site de pouca expressividade - julgou que eu tinha sido o mais cordial possível com o cara. Todos quiseram saber exatamente o que ele disse e me aconselharam a ficar tranquila, afinal, o erro tinha sido cometido do outro lado da linha.

A abordagem do tal jornalista, de currículo extenso e pouca educação, estragou a minha tarde por alguns minutos. Depois a ira foi passando... Até fiquei com pena dele. Para que serve tanta arrogância, agressividade gratuita e vaidade? De qualquer forma, ficou a lição. Se um dia precisar atendê-lo novamente, ou qualquer outro com um comportamento semelhante, vou agir de forma ainda mais cuidadosa. Não quero pagar o mal com o mal, não quero seguir o equivocado dogma do olho por olho, dente por dente. A atitude não é o ato consumado. A atitude começa no coração. E quero o meu sempre leve, imune.

5 comentários:

Sonia disse...

É isso, Ingrid! Pagar o mal com o bem é sempre melhor e apazigua o coração.

INGRID DRAGONE disse...

Bom ter vc aqui, Sônia! Bj!

Pedaços de mim... disse...

A falta de amor no coração humano tem sido preenchido com violência gratuita, seja física, verbal, aos berros ou em silêncio - se olhar matasse... O fato é que o ser humano não mais respeito o outro. Esta é uma realidade que vivemos todos os dias. Todavia, isto não significa que devemos nos acomodar e nos acostumar com ela.
Responder ao mal com o bem, ser cordial quando o outro contribui para o contrário, nem sempre é uma tarefa difícil, mas sempre será a mais gratificante.
Às vezes o outro esperneia para ser notado e no funfo, no fundo, o que mais precisa é de um sorriso amigo.
Amei seu blog!
Beijo grande

Ingrid Dragone disse...

Obrigada, "Pedaços de mim"! Adorei o comentário! Bj e volte sempre!

Pedaços de mim... disse...

Pode deixar!!! :)