01 fevereiro, 2011

Casada e de volta

Faz um tempo que não escrevo no blog, que não faço metáforas sobre acontecimentos cotidianos, que não registro as impressões “dragoneanas” acerca do mundo e das pessoas. Esse abandono das minhas “letras literárias” foi motivado por uma circunstância muito importante pra mim: meu casamento.

Como toda noiva romântica, sonhei com uma cerimônia emocionante e uma festa linda. Foram muitos detalhes e, perfeccionista que sou, cuidei de todos eles... Valeu a pena! Foi inesquecível! Foi diferente! Foi um momento mágico, um momento... A gente passa um ano inteiro preparando e ele acaba feito uma bolinha de sabão se desfazendo ao vento. Por isso quis ser feliz ali, naquele lugar, até o fim! Sai mesmo “no lixo”. Foi maravilhoso!



Maravilhoso sim! Mas a trajetória não foi fácil. Como dizem, rapadura é doce, mas não é mole. Já soube de casos de meninas que deixaram de trabalhar para organizar o evento. E eu? Pense numa mulher de muitos braços! Os preparativos do meu casamento aconteceram em paralelo à procura, compra e reforma do meu apartamento, ao meu trabalho de oito horas diárias, ao meu trabalho como repórter e editora de revista, à igreja, à academia, e à manutenção do aparelho dentário, que resolvi colocar por causa de um mísero dentinho fora do lugar e que as amigas disseram não enxergar – eu pontuei que sou perfeccionista!

Um colega disse que fiz uma façanha e que eu deveria escrever um livro contando toda essa história, não só porque foi uma super maratona, mas porque tudo deu certo! Atribuo o sucesso dessa “passagem” a algumas coisas: tenho a certeza de que Deus abençoou; sei que o fato de eu ser mulher ajudou muito - é característico do sexo feminino desenvolver mil atividades ao mesmo tempo -; contei com o apoio de pessoas especiais; não teria conseguido sem o envolvimento do meu noivo (e agora marido! Eu tenho um marido!); e, por fim, pelo simples fato de eu ter garra mesmo!


Ainda fiquei com umas tarefas “pós-casamentísticas”: aprovar a edição do vídeo e escolher as fotos do álbum – são mais de 1.500 e quase todas perfeitas! Avalie a dificuldade disso...

Bem, voltando à justificativa que deu início a esse texto, casei em novembro e, portanto, preciso admitir que demorei a retomar o hábito de escrever, tanto por um pouco de preguiça quanto pelo foco na vidinha de casada. Agora acho que não existe mais desculpa, né? Para o próximo post vem o conto de uma situação que aconteceu no meu grande dia! Preciso de inspiração para essa parte! Até lá vou tentando entrar novamente no ritmo da vidinha de juntar-palavras-para-ver-no-que-vai-dar.