22 julho, 2010

Crítica: Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo

Muita gente gostou, mas eu achei fraquíssima a adaptação do game Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time) para o cinema. O épico de ação se passa na mística Persa medieval e conta a saga de Dastan, filho adotivo do rei da Pérsia. Acusado de assassinar o monarca, o príncipe guerreiro foge com sua recém-esposa, a princesa Tamina, em busca do tio, em quem ele acredita como o único capaz de provar sua inocência. Além disso, Dastan carrega uma antiga e misteriosa adaga que tem o poder de fazer voltar no tempo. Durante a fuga, ele e Tamina lutam contra forças obscuras e passam por inúmeros perigos para escapar de todos que cobiçam a adaga, que em hipótese alguma pode cair em mãos erradas.

Produzido pela Walt Disney Pictures, com roteiro de Jeffrey Nachmanoff (O Dia Depois de Amanhã) e direção de Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo), o filme é uma mistura de Piratas do Caribe com Aladdin. O protagonista, vivido pelo ator Jake Gyllenhaal, parece um jumper que se aventura no cenário artificial (e um tanto tosco) montado pelos produtores da trama. Fazendo alusão ao game, ele sobrevive a abismos e lanças afiadas. O personagem também é marcado por um humor, digamos, “engraçadinho”, embutido em quase tudo que faz e fala.

Já a adaga, o objeto de desejo da história, apesar da incrível função que tem, parece, na minha humilde opinião, menos importante do que a atração entre Dastan e Tamina (encarnada por Gemma Arterton). Aliás, acho que a diversão fica mais por conta da química entre os dois personagens. O príncipe da Pérsia e a sua companheira vivem um jogo de atração durante a fuga, divididos entre esconder a adaga e esconder seus sentimentos. Até que, como é de se esperar em “filmes-clichês”, os belos acabam juntos.

Fora o romance, os pontos positivos vão para as cenas de perseguição, alguns efeitos visuais e de som. Para mim, o maior problema do filme é tentar rebuscar o enredo e acabar deixando os conflitos com desfechos fracos. Há muita ação e buracos no roteiro. Tudo parece ganhar e perder importância muito rápido ao longo da história e sem que o espectador entenda direito o motivo disso.


Ingrid Dragone

4 comentários:

Carlinhos disse...

Concordo com você em algumas coisas, tambem fiquei um pouco decepcionado, esperava mais do que o que assisti...

Davi Mustafa disse...

Estou admirado!! A qualidade dos seus comentários não deixam nada a desejar aos melhores jornalistas dos principais jornais do país!!!

Impressiona também a destreza que você viaja entre temas tão distintos como cotidiano, reflexões pessoais, cinema e até inesperados comentários sobre futebol!!

Um grande beijo,

Do sempre amigo (e muitas vezes "sumido"),

Davi

INGRID DRAGONE disse...

Obrigada, amigo Davi! Gostaria de vê-lo mais por aqui! Grande beijo!

INGRID DRAGONE disse...

Do que vc gostou, Carlinhos? bj.