24 janeiro, 2010

Como eu gosto de dançar...

Sentir a música e deixar que ela me leve. Felicidade e prazer. É assim que me sinto com a dança. No palco ou fora dele. Sempre foi assim. Minha mãe conta que quando eu tinha dois anos fiz um balançar muito animado ao ouvir o som do martelo com o qual minha vó machucava o tempero do almoço. Deve ter sido muito engraçado... Lembro bem de quando eu ia para as festinhas de aniversário e recusava brigadeiros e refrigerante para continuar os meus passos ao ritmo de tudo que tocasse. Essa paixão se estendeu para a adolescência e a fase adulta. Quantas vezes abri as pistas? Cheia de sequências que eu criava na hora e as pessoas me seguiam, repetindo e aprendendo comigo.

Fiz ballet clássico por onze anos. Nessa época as colegas do colégio me perguntavam como eu tinha disposição para trocar um fim de semana de praia por ensaios dos espetáculos. Eu amava... Fiz também jazz, tive algumas experiências com dança do ventre, hip hop, dança contemporânea, e desde 2004, se não me engano, faço sapateado. Fora isso, às vezes rola uma salsa, um forrozinho e um bolero com o meu noivo, que, por sinal, manda bem.

Quando estou com muitos compromissos profissionais (e este ano, particularmente, com demandas pessoais de maior importância) fico impedida de praticar o meu hobby predileto, mas fico com ele pontuando em minha cabeça a todo tempo. Porque sempre fui aquela que criava coreografias para a turma da escola, aquela que se apresentava nas comemorações do dia das mães, dos pais, no Halloween, na abertura de eventos e por aí vai. Perdi as contas de quantas coreografias da moda passei para minhas amigas, e até hoje um primo de Brasília fala com alegria de como o ensinei a sambar!

Dancei em muitos lugares; Teatro Castro Alves, Casa do Comércio, Centro de Convenções, Museu Carlos Costa Pinto, shopping Iguatemi, igrejas, antigo Meridien, Blue Tree Towers, Cidade do Saber, Teatro Módulo, enfim, não vai dá para listar todos aqui. Protagonizando ou não - e vestida até de homem -, realizando com muito amor, caras, bocas e dedicação.

No ano passado, por exemplo, tive uma oportunidade inesquecível. Coordenei e dancei num espetáculo para cerca de 200 funcionários do meu trabalho. Fantástico ver como as pessoas ficaram felizes com um evento do qual cuidei bem de perto, cada etapa, nos mínimos detalhes. Foi uma chance de crescimento pessoal, inclusive.

Dançar realmente me traz uma satisfação imensa e pretendo estar sempre em contato com essa arte, sabendo cada vez mais. Um dia meu corpo não vai responder com precisão às minhas intenções e não quero olhar para trás e pensar que eu poderia ter aproveitado mais intensamente a inspiração que Deus me deu.

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá Ingrid,

Estive lendo seu blog, porém o mais interessante para mim foi que no tipo de pesquisa que fiz (no google), sobre "salompas bursite", apareceu entre tantos o seu endereço "INGRID DRAGONE”. Você dizia “Para aquelas dores provocadas por tensão: Salompas!”. Foi quando me deparei com os seus comentários, entre vários outros maravilhosos sobre a "Dança", atividade que adoro. Faço Dança de Salão e tenho uma admiração por alguns ritmos: samba de gafieira, salsa, bachata. Danço um pouco de cada, mas meu sangue pede algo mais malandro e frenético ou até mesmo mais solto, como um samba no pé. Indicarei seu blog para aquelas pessoas que geralmente falam "Não tenho tempo para fazer nada", pois certamente irão mudar o conceito da "falta de tempo".

Saudações,

Jonas Mateus

INGRID DRAGONE disse...

Que bom que gostou do blog! Seja bem-vindo e obrigada!

sandro caldas disse...

Oi, Ingrid. Não sabia desse seu lado Ana Botafogo...rs
Que lindo! Eu sou uma negação na arte da dança.
Vc. vai estar na segunda lá no Parque da Cidade?
Bjs!!!

INGRID DRAGONE disse...

Pois é, Sandrinho... Amo a dança!!! Qualquer dia desses posto umas fotos no blog! rs. Trabalho pela tarde, por isso não fui para a ação do Parque da Cidade. bjs.