05 outubro, 2009

Um papel toalha, por favor?

São ditos “ecologicamente corretos e mais econômicos”, mas ninguém os merece. Refiro-me aos secadores de mãos automáticos que as empresas têm instalado nos sanitários. Aliás, não conheço quem goste desses equipamentos cheios de propósitos e tão pouco eficientes. Fazem barulho muito bem e não enxugam. Sempre desisto de esperar que resolvam o meu problema e, invariavelmente, saio secando as mãos em papel higiênico ou mesmo na minha roupa.

Vocês devem estar pensando que sou louca; escrevendo um texto sobre secadores de mãos automáticos. Antes que me perguntem a respeito do chip implantado em minha cabeça, quero logo esclarecer essa inspiração doida. Tudo isso nasceu de uma reflexão; acho que há muitas pessoas-secadores-de-mãos-automáticos por aí. “Hã???” calma, calma, vou explicar...

Num primeiro contato podem parecer ótimas, carregam um discurso muito bonito, sobre quem são e como agem, mas com um pouco mais de convivência você percebe que é melhor não contar com elas, porque: não vão efetivamente te ajudar, vão te fazer perder tempo, a paciência, e continuarão ali, fazendo “cena” para os próximos bobos que nelas acreditarem.

A dica é: deixemos que façam o seu barulho - que falem de si e se mostrem presentes-; aceitemos a sua presença; saibamos que na hora da dificuldade não estarão dispostas de fato a colaborar e, por último, procuremos sempre uma alternativa que não seja lhes pedir ajuda.

Depois de tudo isso, quem se habilita a falar das pessoas-papel-toalha?



Ingrid Dragone

2 comentários:

sandro caldas disse...

E me habilito a falar!
Conheço e conheci muitos seres desse tipo: chefes, "amigos", colegas de trabalho.
O melhor a fazer é ter o contato mínimo que a relação precisa e ter por perto as pessoas que realmente são importantes para nós.
Realmente aqueles aparelhos são enervantes. A gente sempre acaba usando a roupa ou o papel higiênico.

INGRID DRAGONE disse...

Pois é, Sandro. Acho que em todo lugar existe um...