20 julho, 2009

Amigos leitores,



Antes que pensem; não, eu não abandonei o blog. Alguns fatos se sucederam e me impediram que atualizá-lo como gostaria: o trabalho como editora chefe de revista, seguido de recesso junino, seguido de cerca de 20 dias com o computador problemático e, por último, de uma otite (da qual ainda me recupero). Mas, estou de volta. E para essa retomada não posso deixar de falar sobre um dos assuntos mais comentados na mídia: a morte do astro Michael Jackson.

Ontem assisti ao DVD de um show realizado por volta de 1990. Impressionante a energia que emanava dos seus movimentos precisos, leves e originais, e as ideias que tinha para transformar cada música em um pequeno espetáculo. Michael era cantor, compositor, dançarino impecável e, até considero, ator. Sentia o que estava cantando e fazia o público vibrar porque acreditava na mágica da sua performance alucinante.

Na última década, a personalidade excêntrica e os paradoxos que o substanciavam chegaram a aparecer mais do que o grande legado que haveria de deixar para o universo musical e a cultura pop. O artista que quase não falava em público ou em entrevistas, mas era um gigante nos palcos, já estava morto para muitas pessoas. Virava manchete dos jornais apenas quando expunha alguma esquisitice: máscaras, a relação com os filhos, dívidas, acusações ou novas cirurgias plásticas.

Fora transformado num alvo constante de críticas, especialmente por conta da sua aparência bizarra, resultado da busca implacável por uma beleza absurdamente diferente da sua, e pelas acusações de abuso a menores - se dizem que “onde há fumaça, há fogo” é preciso pontuar também que, a meu ver, nenhum pai realmente indignado ou convencido do que reclama receberia dinheiro para calar a boca. Pelo contrário: ia querer uma condenação pesada, bem paga pelo abusador.

Pelo menos, o que me parece, é que Michael era muito sensível e tentava resgatar o que se perdeu nos meandros de uma infância repleta de pressões, maus tratos e compromissos. Entendo que a convivência com crianças o transportava para um mundo à parte, distante dos pensamentos que o faziam sofrer. Acho que ele tinha a compreensão de um homem quando o assunto era a sua carreira e que essa armadura protegia um coração remendado, cheio de traumas, fragilidades, complexos...

Há anos eu não escutava as músicas dele, embora muitas delas tenham marcado fases da minha vida, a época em que aguardava o lançamento de cada novo vídeo clip na tv, aos domingos. Bem, acabou. Acabou de verdade. Essa é a parte difícil de assimilar. Por mais que estivesse fora do circuito “saudável” de notícias, ele ainda era o Michael Jackson. Não vou esconder; bate tristeza... Quero lembrar somente do carisma, da elegância ao dançar, do repertório eclético e fantástico.


Ingrid Dragone

2 comentários:

Amanda disse...

É tão estranho acreditar que Michael morreu. Além de bater um sentimento de impotência, pela sua morte e por nunca o terem ajudado de verdade, talvez.

Ainda choro, e até sonho... =/

Para mim é impossível achar que houve ou haverá um artista como ele... E se Elvis não morreu, Michael Jackson com certeza ainda vive!

INGRID DRAGONE disse...

Poxa, Doska... Quase choro com seu comentário!!! rsrsrsrs