04 maio, 2009

Nada acontece por acaso?

Hoje acordei assustada. O meu despertador foi nada mais, nada menos, que uma batida na frente do meu edifício. O choque foi tão forte que o alarme do carro atingido, o que estava estacionado na rua, disparou. E o detalhe principal: o autor do prejuízo foi embora, saiu cantando pneus. Quando cheguei à janela do meu quarto, vi que muitas pessoas do prédio da frente também curiavam. O fato é que o veículo acertado, novinho, novinho, ficou em diagonal na pista, tamanho o impacto. O saldo? A lateral esquerda toda arranhada, uma depressão no fundo e o pneu dianteiro do lado direito furado – certamente devido à colisão contra o meio fio.

Tive muita pena do dono do veículo e pensei... Por que o carro dele tinha que estar lá naquele momento? O que acontecia com o motorista imprudente? Estava bêbado? Drogado? Não paga seguro? Corria e perdeu o controle na pista molhada? Era um ladrão em fuga? Um sacana? Nada acontece por acaso? Que lição o dono do carro tirou do incidente? Talvez a de não estacionar próximo a uma esquina? De sempre preferir a garagem?

Não houve tempo para que as testemunhas anotassem a placa do infrator. O proprietário do veículo deverá desembolsar uma quantia razoável para deixá-lo em bom estado. Bem, como diz minha mãe, nossos carros não são nossos, são da rua. E como diz meu pai, são como uma família. Exigem cuidados, investimento, assistência.



Ingrid Dragone

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