28 fevereiro, 2009

Recomendo – parte 17

•Suco de tangerina do Grão de Ouro (cafezinho no 3º piso do Iguatemi).

•A loja Splash (Iguatemi), para que for comprar presentinhos. Bijuterias, bichinhos de pelúcia, enfeites de quarto etc.

•Temaki “Stella Maris” do restaurante “Ki-Temaki” (próximo ao fim de linha da Pituba). Ideal para quem pretende experimentar a culinária japonesa e não curte comida crua.

•Torta de limão da Viva Gula.

•Almoço executivo no restaurante Gengibre (Bahia Marina – Av. Lafayete Coutinho). Pagando R$ 19,90, você tem direito a uma salada, um prato e uma sobremesa. Gostei muito do picadinho de filé. Para finalizar, o sorvete de coco com uma rodela de abacaxi. A vista é linda e o ambiente é bem agradável.

•Suco de morango com limão. No Gengibre (vide dica acima) tem.

•Passar os contatos da agenda do celular para uma agenda tradicional. Um dia dá um problema com um aparelho e não adianta chorar por aqueles números custosos...

•Carnes ao molho de frutas são ótimas opções, pelo menos, em todos os restaurantes em que já pedi. Frango ao molho de laranja, salmão ao molho de maracujá e por aí vai...

•Parar de comer bebendo. A prática prejudica a digestão que é uma beleza. Para quem está acostumado a almoçar tomando uma coca-cola, no calor e tal, é difícil. Mas, ao perder o hábito as pessoas se sentem bem mais leves. Ah! Comer só o necessário para saciar a fome, a cada três horas, também é fantástico! O organismo funciona muito melhor.

•“Mint Strips” (Fresh Breath) – folhinhas (industrializadas, que fique bem claro) refrescantes que substituem tranquilamente as tradicionais pastilhas de hortelã.

20 fevereiro, 2009

Só na televisão

Está cientificamente comprovado. Quando passa, o trio elétrico provoca uma trepidação no tórax que não é boa para o coração. Quem gosta da folia não se importa, ou melhor, nem sabe disso. Aliás, acha que o coração está muito bem nessa hora. As ondas sonoras das letras quase sem letra e das músicas cheias de ritmo contagiam os foliões apaixonados pelo Carnaval. Carnaval... a própria palavra embute o sentido de festa da carne. Com isso ainda vem o suor, as drogas (lícitas ou não), a multidão.

Com a multidão vem o tumulto. Com o tumulto, a violência. Com a violência, o arrependimento. Com o arrependimento? Sei lá! Só quem se arrisca sabe! Acho tudo muito bonito... na televisão! Acompanhar os melhores momentos, muito bem pinçados pelos editores de vt das emissoras, é até legal. E só.

Para mim, o anúncio do Carnaval é sinônimo de “vai começar a baixaria”. Quando passa, o trio elétrico arrasta uma massa disposta a muitas coisas. E se quando eu falo em “muitas coisas” pareço desfiar um discurso vago, dá para ser mais explícita. Brincar é uma coisa. Beijar é outra coisa. Outra coisa é brigar. Coisa outra é roubar.

Portanto, no período carnavalesco, o melhor lugar do mundo é o meu ou um lugar bem longe de Salvador. Porque, quando passa, o trio elétrico chama, chama, chama, chama gente. E, como diz meu pai, “gente não é gente”, ainda mais quando os corpos se inflamam, ávidos por aventuras, êxtase, novas experiências... “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”? O refrão é de muitos carnavais. Minha descrença nele também.



Ingrid Dragone

14 fevereiro, 2009

Varandas. Por que tê-las?

Há cerca de um mês assisti uma reportagem sobre a valorização das varandas em apartamentos. A matéria mostrava que os empreendedores do mercado imobiliário vêm entendendo cada vez mais a importância desse equipamento na vida urbana. Tenho uma teoria sobre essa importância. É fato: estamos trancados, custodiados em nossas próprias casas, com medo da violência e de todos os traumas que ela acarreta. A varanda representa, nesse contexto, uma chance de liberdade, contraditoriamente cercada, cercada de uma suposta “segurança”.

Juntamente com essa “varanda” vem um pouco de ar livre, do canto dos pássaros, do azul do céu sem o filtro dos vidros fumê, além da inspiração para uma existência cheia de frugalidade. Assim, a rede não é mais o objeto de descanso sobressalente, é fundamental, é salutar. E olhar a lua do alto pode ser um ato inerente aos pouquíssimos intervalos ociosos de um dia inteiro.

A varanda torna-se o quintal citadino. O ponto de encontro dos amigos. E o “jantar fora” também, muitas vezes, significa colocar os pratos na mesa desse espaço. A varanda passa a ser o sonho edilício das crianças de playgroud, dos recém-casados apaixonados e dos aposentados que não arriscam o seu andar vagaroso nas esquinas perigosas dos pivetes.

A varanda não se configura mais como um mero anexo, habitado por caxipôs dos mais variados tamanhos. Se, hoje, pode funcionar como um dos elementos propulsores da venda de novos apartamentos, por todos os benefícios que é capaz oferecer – voluptuosos, de simples deleite ou entretenimento e demais fins - certamente lhe caberá a função mais terna: a de ambiente de paz.

Embora suspensa sobre as buzinas e a confusão de gente...




Ingrid Dragone