18 janeiro, 2009

Recomendo – parte 16

• Para assistir em família, num domingo, o filme Ratatouille. Tema? Gastronomia!

• Se a gripe insistir: Fluviral.

• Chicletes Valda. Depois de um almoço (na rua) é bom.

• Hot Roll do restaurante Barbacoa.

• Almoço no restaurante Iemanjá (Av. Otávio Mangabeira. Jardim Armação).

• Mensalmente organizar papéis. Eles se amontoam rapidamente, sejam úteis ou não. Com eles você perde espaço e acaba atraindo baratas e poeira.

• Começar a se ligar nas alterações gramaticais da língua portuguesa.

• Para refletir: a matéria “Viver bem com pouco” (pág. 38) da revista Época de janeiro. Muita coisa em nossa vida nem faz sentido...

• A música Bubbly (Colbie Caillat). Suave...

11 janeiro, 2009

Entre as parreiras e o www

Passamos boa parte do nosso tempo trabalhando para ganhar o dinheiro que poderá ou não ser gasto no tempo em que não estamos trabalhando. Dinheiro adquirido com suor e estresse, sob os mais diversos percalços, crises e aflições.

Queremos estar diariamente mais atualizados, instruídos e a par das novidades científicas e tecnológicas. Para isso, existem as revistas e os jornais impressos, a televisão, o rádio, a internet - com sua pretensa atualização em tempo real - e até os celulares com acesso à web. Interatividade e interconectividade são vocábulos cada vez mais usuais e o www já está incorporado ao movimento das nossas mãos.

Então me ocorre a imagem do cara que vive na roça, tranquilamente, com aquele ar de quem nada sabe, mas sabe. Será que a vida dele é menos interessante porque ele não está preocupado com o que nos preocupa?

No início do mês estive no interior. Lá, numa casa com quintal, tive a oportunidade de tirar uvas do pé e saborear, uma a uma. Pretinhas, pequenas, doces, doces... Aquilo me fez sentir uma saudade boa nem sei de que. Talvez de uma sensação que eu quase nunca tenha vivido antes. Resumindo: serotonina.

Repeti o ato muitas vezes durante aqueles dias de descanso. Teria gostado tanto porque não se trata de algo comum no meu dia-a-dia? Ou por que é um tipo de passatempo realmente mais saudável, que pode ser lido no jargão “menos é mais”? Ou na filosofia que defende a felicidade como resposta à integração homem-natureza?

Tenho consciência de que não fico sem grandes centros comerciais, sem escrever no meu blog, sem telejornais, sem alguns dos entretenimentos oferecidos pelas grandes cidades, seus dispositivos, plasmas e equipamentos acimentados. Abdicar de tudo isso seria complicado... Meu computador por parreiras?

O que sei é que tirar aquelas uvas frescas e comê-las ali, sem qualquer cerimônia, de maneira tão imbricada ao ambiente natural, fez com que eu me sentisse mais perto de Deus, da vida que, imagino eu, ele queria que tivéssemos. E para quem não acredita em Deus, posso estar falando de uma força (muito) superior à nós e nossas construções, parafernálias eletrônicas, protolocos e paranóias citadinas.

Fico aqui com minhas divagações...




Ingrid Dragone