09 dezembro, 2008

Quando estar na moda é cafona


Se a moda que eu vi, esta semana, nuns vídeos disponibilizados na internet pegar, o próximo verão será marcado por mulheres muito mal vestidas. Saias rodadas e armadas, combinadas com sandálias rasteiras denominadas “gladiadoras”... Em primeiro lugar: esse tipo de roupa fica menos mal em pessoas altas e magras. Vamos eliminar aí mais da metade da população baiana e, porque não dizer, brasileira. Em segundo lugar: a vestimenta lembra mais uma fantasia, daquelas tiradas do baú da vovozinha ou de um brechó (no sentido originário da palavra). Em terceiro ligar: será muito fácil ver a underwear de quem sobe, por exemplo, uma escada com esse tipo peça. Quanto ao calçado em questão... Os que pleiteiam o conforto do sexo feminino podem até apresentar argumentos plausíveis, mas desfilar cheia de tiras até o tornozelo (ou até o joelho, como vi ontem uma menina no shopping), propagando um jeitão descontraído e repleto de rusticidade, não é elegante.

Quem foi o primeiro basbaque a aceitar essa tolice de seguir tudo o que o mundo-business-fashion impõe? A indústria da moda fatura em cima da idéia, quase nunca velada, de que a pessoa “antenada” nas tendências é a bem aceita na sociedade. Concordemos que comprar é ótimo, que receber elogios pela roupa nova também, mas ceder à ditadura das grifes é cafona demais.

Numa era em que o conceito de pluralidade/diversidade se prolifera por todo o planeta e as populações vêm compreendendo, a duras penas, o respeito às peculiaridades de cada um, nada mais fora de moda do que contribuir para a retroalimentação dos padrões estéticos “sugeridos” pelos “lançadores” de estilo. É deprimente virar cabide das invencionices que precisam existir, estação a estação, com a finalidade de render lucros para grandes empresários.

Que prevaleça o bom senso e a atitude. Ninguém deve encarar a vida como uma passarela. Nem, na outra extremidade, pensar que a roupa não é importante, pregando que, afinal, algumas das melhores coisas da vida são feitas sem ela.

Ingrid Dragone

2 comentários:

TD disse...

Demorou de atualizar mocinha... Quanto ao texto, a moda sempre prega essas peças realmente e todo mundo adere, não é a primeira vez e certamente não vai ser a última que vestimentas ridiculas são denominadas, não sei por quem como "na moda"! Beijoca, tá faltando o recomendo de Dezembro!

INGRID DRAGONE disse...

Oi amore!!! Tava sentindo falta de um comentário seu, embora saiba que vc sempre passa por aqui. Bem, o "recomendo" eu estou preparando! rsrsrsrs. beeeeijos