23 outubro, 2008

Candidatos? Colei neles!!!

Nunca estive tão envolvida com as eleições. Não porque tenha defendido determinado candidato. Definitivamente, não tenho mais esperanças. Só não voto nulo. E pronto. Voltando à primeira frase do meu texto... Não gosto do politiquês, não gosto mesmo, mas boa parte dos meus últimos finais de semana tem sido dedicada ao movimento eleitoral. E preciso contar dois fatos.

O primeiro aconteceu no dia 5 de outubro. Estava produzindo um repórter que entraria com links ao vivo. Aguardávamos o candidato Walter Pinheiro – que àquela altura já se sabia no segundo turno – no comitê dele. Havia vermelho por todos os lados. Estrelas por todos os lados. E “é treze, é treze, é treze, é treze, é treze, é treze, é treze, é treze...” por todos os lados. A imprensa toda alvoroçada para a coletiva que aconteceria dali a poucos minutos. Poucos não. Demorou. E estávamos ali, preocupados com o fio do microfone. Cobrir eleição com microfone de fio??? Tudo bem, nada que uma equipe competente não pudesse superar. Bem, vamos encurtar a história. Com a chegada de Pinheiro, naturalmente, todos os jornalistas se amontoavam, engalfinhavam, empurravam, e outros verbos agressivos terminados em “avam”, para conseguir uma sonora (entrevista, declaração, enfim). Pensamos numa participação dele ao vivo na nossa emissora. Então, abusei mesmo de uma cara de pau incrível e, claro, do meu tamanho. Furei toda a muralha dos meios de comunicação e em poucos segundos já estava colada no prefeiturável. Atrás dele, que dava uma entrevista por telefone e suava muito, pelo tumulto e por todas as luzes dirigidas a sua pessoa. Tá. Um ou outro pinguinho de suor caia sobre mim. Mas, tudo pela entrevista. Praticamente puxei o candidato pelo braço e prontamente o coloquei na frente das nossas câmeras. Sucesso! Tudo havia valido a pena. Até os pingos de suor. Até, inclusive, a minha participação em alguns vídeos alheios como papagaio de pirata.

O outro fato foi nos preparativos para o segundo turno. Debate na emissora. Do lado de fora uma mistura de “é treze, é treze, é treze” com “é quinze, é quinze, é quinze”. Pensei que fosse ficar doida. Já havia chegado meio indisposta, mas tentava controlar os sintomas que começavam a me perturbar. Tinha a missão de recepcionar o candidato João Henrique. Calma, calma. O mal-estar não tinha nada a ver com isso, ok? Estou divagando muito; vamos ao ponto. Quando ele chegou, meio mundo foi em cima. Ele avançava em direção à escadas, os jornalistas o cercavam, andando de ré. Pensei que ia ser atropelada. Contornei o grupo e colei nele. Tínhamos certa pressa para começar o debate e ele ainda tinha que ser maquiado antes de ir para o estúdio. Colei, porque precisava arrancá-lo do assédio da imprensa. Colei tanto que ocupei um espaço semelhante ao da sua digníssima. Nessa agonia, entretido com tantos microfones, repórteres e câmeras, ele pegou em minha mão, de modo firme, achando que eu fosse sua esposa. Eu soltei. Ele pegou. Eu soltei. Ele pegou. Eu soltei. Ele pegou. Até que ele se encontrou no meio da confusão. Poucos minutos depois ele já estava no estúdio e eu comecei a passar muito mal. Fui para casa. Não vi mais nada. Nada. E no outro dia sobrou a ressaca de uma noite de indisposição e essa história do “pega-não-pega” par rir um pouco.



Ingrid Dragone

2 comentários:

luisa maria disse...

"Eu soltei. Ele pegou. Eu soltei. Ele pegou. Eu soltei. Ele pegou."

huhauhauhauhauhau!!! Hilário! Tem certeza que ele te "confundiu" com a esposa? hihihi

Bjs!

INGRID DRAGONE disse...

gaiata essa minha amiga! rs Beeeeijos!