07 dezembro, 2007

Saudade


Quando há uma pausa, mínima que seja, na correria do dia-a-dia, pensamos na saudade que sentimos da nossa família e amigos. Pensamos até na saudade de nós mesmos.

Às vezes vem uma saudade que nem tem tempo para ser sentida direito. Aquela saudade que preenche alguns segundos do cotidiano. Que bate, de verdade, se nos percebemos sozinhos numa manhã de domingo. Sintomático. É a Saudade já indicando que estamos isolados das pessoas, das rodas, das trocas.

Se deixamos a saudade tomar conta, vem saudade de um monte de coisas. Do papo jogado fora com aquele amigo que só nos faz rir. Da sobremesa sem igual que a tia faz. Do beijo de alguém. Do período do colégio. Da época de brincar. Saudade que a gente tem da época de sentir saudade.

Sentir saudade era tão bom... Antigamente, ninguém achava que era perda de tempo. Havia reuniões para sentir saudade. Nas varandas, com vinhos, fotografias, e gente próxima. Eram momentos para reviver. E todos nós somos mesmo feitos disso: história.

É bom sentir saudade. Sentimos saudade se gostamos verdadeiramente de uma pessoa. Se temos “causos” para registrar. Se a vida está sendo vivida.

E é saber a dose. Tudo tem o seu lugar. Saudade demais pode ser depressão. De menos, sobrecarga de tarefas. Saudade na medida, sim. É aquela que nos move a chamar alguém interessante, especial, para conversar sobre acontecimentos de tempo qualquer.

Ingrid Dragone


2 comentários:

Luiz disse...

Muita legal....
Nesse momento em que li pela 2ª vez deu pra dar saudade de coisas que n lembrava há tempos....
Muito legal...
Bjs
Luiz

Carolina disse...

Oi Ingrid.
Achei seu link no orkut, na comunidade Dom da Palavra.
Gostei muito do que você escreve, e concordo que saudade não é tão triste assim, faz parte da vida. Afinal demonstra que o que vivemos anteriormente foi intenso ( graças a Dio).

Abraços.