16 novembro, 2007

Ignota Lágrima


Não há falsa lágrima

Há uma lágrima inexata

Que se estende pela face

Pousando ao fim do dia


Não há falsa lágrima

Há uma lágrima inevitável

De raiz esquecida,

Um céu profundo


Não há falsa lágrima

Há uma lágrima que choro

Como fosse minh’alma

Lânguida

Trêmula

Silenciosa,

O ópio

A insônia

Uma coisa qualquer



Ingrid Dragone

Um comentário:

Anônimo disse...

bjs