28 outubro, 2007

Inocência

Enquanto isso, naquele lugarzinho verde, bucólico, Ela e Ele. Ela falava de um castelo onde adormecia todas as noites em seus sonhos. Nesse castelo havia uma torre de tocar o céu, e de lá se podia ver o margear do rio, o borboletear por entre as margaridas, os primeiros raios alourados das frescas manhãs de primavera. Ele falava com gestos largos sobre as aventuras vividas no solitário bosque. Da iminência do movimento em busca da caça. Das proezas do animal que foge, do que arrebata.

Ela e Ele... Divagações... De repente, não mais palavras. De repente, um silêncio que pede, invade, murmura...

O doce bálsamo dos cabelos da menina flana ao vento. O olhar meigo do menino apaga a amplidão límpida do céu. Furtam-se, um ao pulsar do outro. Únicos e anjos. Ao fim de um secreto e comum pensamento, as pupilas escondem-se. O toque. Lábios nos lábios. Nada mais que um beijo... E o amor torna-se carne. Nada mais que um beijo... E os corações se inflamam e os corpos são sensação.


Ingrid Dragone

Um comentário:

Anônimo disse...

Existe coisa melhor que beijo?
Nada melhor que um simples beijo, um beijo inocente...rsrsr
A cada dia seus textos estão mais interessantes....rsrsrs....mas pensei que já tinha postado outro...rsrsr
bjs..
Luiz