04 maio, 2015

Recomendo - parte 37

Blog abandonado... Só que hoje tem dica de novo! Vamos lá!

1. O filme Histórias Cruzadas - drama/comédia

2. O filme Ana e o Rei - drama

3. O filme Um Amor de Vizinha - comédia romântica (legalzinha mesmo!)

4. O filme Para Sempre Cinderela - comédia/drama. Me surpreendeu!

5. Restaurante Sabores do Bosque, em Lauro de Freitas. Lá tem sistema de café da manhã com buffet livre (R$ 22,00 por pessoa). Boa variedade de itens, até com opções mais pesadas (para os fortes!), como feijoada e galinha caipira! O ambiente é simples e bem agradável, lembra uma casa. Ótimo para levar a família no final de semana. Tem página no Facebook: https://www.facebook.com/saboresdobosque?rf=1461989407372338

6. Se estiver no Salvador Shopping, dê uma paradinha no Maricota Café. As atendentes são ótimas e os lanchinhos são bons. Experimentei a torta de maracujá com chocolate e o pastel frito de carne.

7. O blog "Essa Mãe". Acabei de lançar (rs)! É sobre o universo materno e os cuidados com os filhotes! www.essamae.blogspot.com. Tem Instagram tb! @essa.mae


17 outubro, 2014

Recomendo – parte 36


Vai passar poucos dias em São Paulo? Faça um roteirinho básico! Veja algumas sugestões.


• Assista ao espetáculo da Broadway que estiver em cartaz. Gostei muito de O Rei Leão.

• Jante no tradicional restaurante Famiglia Mancini. Comi um delicioso e bem servido gnocchi (para dois) ao molho pomodoro com suco de uva (a garrafa é enorme, também dá para dois! Acho que era da Salton). A comida é boa, o ambiente é aconchegante e o atendimento é ótimo.

• Vá à Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto. Achei curioso. Tentei almoçar nos restaurantes do entorno, mas estavam entupidos!

• Tome café da manhã na padaria Bella Paulista (www.bellapaulista.com).

• Faça um passeio no Mercado Municipal. Experimente (e compre) as frutas maravilhosas e almoce no restaurante Brasileirinho. Amei o tradicional feijão com bife e batata frita.

• Vá ao Museu da Língua Portuguesa. Experiência interessante.

• Vá à pizzaria Rasccal (www.rascal.com.br/home.html#ambiente) .

• Almoce no café da Pinacoteca. Lugar muito agradável.

• Se quiser fazer um programa “turistão”, vá à Sé e conheça a catedral. Bem bonita.



Até a próxima!

03 outubro, 2014

Recomendo - parte 35

Gente! Como esse blog anda abandonado!!! Hoje lembrei que ele existe e resolvi postar umas recomendações! Espero que vocês curtam!


- Para um ensopado de camarão perfeito e de sabor peculiar - Restaurante Paraíso Tropical.

- Para almoçar no sábado - Restaurante Sombra da Mangueira (em Diogo). Vale o ensopado de camarão e o ambiente delicioso.

- Para almoçar no sábado 2 - Restaurante La Pulperia (ladeira do Acupe. A entrada é meio escondida). Sugiro: empanada argentina (entrada), o prato principal provavelmente será uma carne (o restaurante é de culinária argentina, né?), e petit gateau (lá tem outro nome, mas vocês vão descobrir facilmente) para sobremesa. O lugar é uma delícia! Você fica um tempão batendo papo rodeado de árvores.

- Para presentear - Produtos da Granado.Sou apaixonada!

- Para presentear 2 - Produtos da Avatim.

- Para presentear 3 - Produtos da Body Store.

- Tá passeando do Salvador Shopping e quer fazer um lanche bom e barato? Pizza individual do Restaurante Jerimum.

- Tá passeando no Salvador Shopping, deu vontade de comer um camarão, mas precisa ser prático? Vai no Terra Brasil e se joga no ensopado de camarão. É bem servido, o preço é legal e você esquece um pouco que está dentro de um centro de compras.

- Tá em Villas e bateu vontade de tomar sorvete? Vai no Gelaguela. O ambiente é ótimo para um passeio de domingo. Descontraído.


Beijocas e até a próxima!

12 fevereiro, 2014

Sol e brigadeiro

Nesta manhã, em meio a um suspiro, caiu-me muito bem um pensamento: quero viver mais. Tudo passa tão rápido e a gente permanece nas caixas cotidianas do escritório, das interfaces, dos nossos velhos padrões. Gosto da minha profissão, do meu cotidiano, gosto da minha vida, uma vida que fica ainda mais bonita quando, ao voltar de táxi para casa, um lindo sol se abre sobre uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Aquele sol pós-expediente e aquela cor de férias e de bom humor despertam em mim um desejo muito grande de desbravamento: momentos felizes, sorriso, experiências.

Sim, sou grata a Deus. Mas, a cada dia – não sei se sob o efeito balzaquiano -, tenho reavaliado os meus hábitos, meus relacionamentos e comportamento, e a leitura que costumo fazer das circunstâncias. A mudança pretendida faz parte de um processo de autoconhecimento. Minha inquietação tem a ver com estabelecer novas prioridades, casando cada coisa com o seu valor.

Hoje prefiro, por exemplo, trocar o shopping pela praia; procuro usar e ter o que preciso e me agrada e não o que esperam de mim; escolho estar com quem quer estar comigo; opto pelo perdão; e oro para consertar o que ainda há de torto em mim – e haja!!!

Quero chegar ao final de cada dia e constatar que saí da inércia, que fiz o novo, mesmo que esse novo tenha sido assistir um filme e comer pipoca na quarta-feira à tarde, sem culpa ou me recriminar por isso. E se der vontade de ficar de perna pra cima? Qual o problema? É preciso dar uma chacoalhada no dia a dia, se despentear, sujar a roupa, lamber os dedos sujos de brigadeiro, ver gente, sentir o sol.

15 outubro, 2013

Os professores e uma analogia


Hoje, dia dos professores, fiquei pensando sobre como essa profissão é pouco valorizada no Brasil. Daí me veio à mente que em nosso país as pessoas costumam não dar a devida importância também às mulheres que vivem exclusivamente para cuidar dos filhos e do lar. Onde quero chegar? Concluí que as condições de professor e dona de casa/mãe exigem sentimentos, investimentos e condutas semelhantes: paciência, jornada de mais de oito horas diárias, dedicação que ultrapassa a fronteira técnica, doação intensa pelo bem e crescimento de outrem, transmissão de conhecimento e, em paralelo, absorção.

Educar, seja em casa ou fora dela, tem a ver com vocação e respeito ao próximo. Não basta passar instruções, orientações, ensinamentos. É preciso lidar com a complexa matéria humana, um novelo de fraquezas, deficiências, necessidades, virtudes e defeitos, peculiaridades, traumas. Trabalhar harmonizando tudo isso tem extremo valor. Educadores ajudam no caminho, dão a base, o fundamento. Lamento que no Brasil o professor seja mal remunerado e a dona de casa seja vista como a mulher “sofrida”, a “coitada”.

Se teoricamente ambas as condições levam à execução de tarefas possíveis para qualquer pessoa, digo que estou falando aqui de excelência: há mães e há mães de verdade, assim como se dá com professores. Nem todos os métodos são válidos para todos, filhos ou alunos, tanto faz. E só aqueles que têm a sensibilidade para perceber isso podem educar com maestria.

A cultura brasileira ainda não permite que as pessoas entendam, com profundidade, a nobreza dessas duas condições. Sem um lar estruturado e sem educação de qualidade não se formam indivíduos realmente preparados para a vida. Mesmo assim, muita gente vive de não reconhecer a relevância daquilo que, no fundo, é incapaz de encarar. Afinal, o amor traduzido em serviço e que tudo tolera não está em todos.


21 agosto, 2013

Tempos memoráveis


Hoje fui surpreendida por meu primo Gabriel. Ele postou nas redes sociais uma foto antiga de meus tios e meu pai em um momento de descontração. Todos os finais de semana eles e suas famílias - incluindo a minha pessoa, a minha irmã do meio e minha mãe – batiam ponto no restaurante Oceania, na Barra. Sempre tinha violão, brincadeiras, causos. Para mim e Paty, a diversão era o sorvete de nata goiaba com uma bolinha de chiclete no final. Bem, essa foto e uma pequena e paralela troca de carinhos “internéticos” com Paty me inspiraram a escrever sobre algumas memórias da infância...

1. Em dia de passeio, eu e Paty passávamos a maior parte do caminho acenando para todos os motoristas que passavam. Viradas para o vidro traseiro do carro, comemorávamos cada retorno recebido.

2. Meu pai passava quase todo o tempo na praia cavando piscina na areia para a gente brincar. Era também ele quem sofria ao fazermos das suas pernas uma escorregadeira!

3. Minha mãe fazia com a gente uma brincadeira tenebrosa! Hoje eu acho graça, mas naquela época... Ao preparar o almoço, ela pegava a cabeça da galinha (sim, os frangos vinham inteiros) e corria atrás da gente pela casa. O que se ouvia era um sonoro “pára, mainha!”.

4. Todo domingo tinha almoço na casa de Tio “Fada”. Lá tinha piscina, canário cantando na gaiola, assobio, Cocadinha Baiana e, claro, o saco bolha que ficava na cômoda do quarto – a gente insistia em estourar as bolhinhas, mesmo com as reclamações de Tia Lua.

5. Eu ia para o ballet ouvindo a Voz do Brasil no rádio. Meu pai não imagina o castigo que era aquilo...

6. Por falar em castigo, quando eu ficava no “quartinho” (quarto de empregada do apartamento), sempre escolhia uma boneca pequenininha para desabafar. Havia no local um armário repleto de brinquedos e eu ficava ali proibida de pegar qualquer um deles. Tortura! rs

7. Paty e eu brincávamos muito de Barbie juntas. Certa vez, para emprestar o Atari (vídeo game jurássico) ao nosso primo Antônio Paulo, obrigamos o pobre a fazer o papel do Ken. O pior é que a trama demorava de acabar. Tadinho...

8. Detestava quando minha mãe dava banho de água doce em mim e Paty na praia e fazia-nos ir sem roupa até o carro.As pessoas olhavam a gente passar e riam.

9. Eu era muito vaidosa. Minha mãe sabia disso e quando ia para rua sempre trazia uma pulseira, um colar, um brinco ou um enfeite de cabelo. O problema é que eu não gostava de repeti-los.

10. Eu e Paty adorávamos fazer novela para Tia Lua e nossa prima Priscila. Elas assistiam e se acabavam de rir com nossas dramatizações.

11. Minha mãe estendia uma colcha de retalhos no jardim do prédio e a gente fazia piquenique e tomava banho de mangueira.

12. Ganhar uma caixa de lápis Faber Castell 36 cores foi o sonho! Até que uma amiga do prédio teimou que o lápis rosa choque era dela. Diante do escândalo que ela fazia no Playground fui obrigada a dar o lápis pra ela.

13. Depois de Paty, Amanda, nove anos e meio mais nova que eu, foi a minha segunda vítima. Sempre amassei as bochechas, apertei, e beijei as duas, como se fosse a própria Felícia (personagem de desenho infantil), e ainda dizia que queria aproveitá-las. Claro que elas protestavam! Vale ressaltar que essa minha conduta ainda está em vigor, faço tudo isso hoje com o meu sobrinho – ele corresponde!!! Tudo que eu sempre quis (RS)!

Bem, esse post praticamente não teria fim se eu não interrompesse agora a linha de pensamento – vem uma lembrança atrás da outra, sem pausa. Há poucos meses li uma matéria sobre psicologia que explicava o seguinte: lembramos das situações que despertaram emoções em nós, tenham sido elas boas ou não. O que eu sei é que todo mundo tem seus traumas e suas alegrias. No final, além das lembranças, ficam os laços que criamos e o que aprendemos ao longo da vida. Sou feliz. E tenho aprendido a cada dia a descartar o que pesa.

28 junho, 2013

Recomendo – parte 34

Vai ficar em Salvador nesse feriadão? Aproveite as dicas!!!


1.Restaurante Montello Gourmet, no Hotel Cocoon (Jaguaribe). O fillet com talharim ao pesto é a indicação. Para a sobremesa, tiramissu e petit gateau (com DUAS bolas de sorvete! rs). Ah! Não recomendo para dias chuvosos, pois o jantar é mais gostoso à beira da piscina.

2.Restaurante Di Lucca (Pituba). Para a entrada, torradas ao molho pesto. Prato principal: fillet à parmegiana e o talharim ao pesto. O local é simples, mas agradável, o atendimento é bom e a conta não assusta.

3.Restaurante La Pasta Giala (Pituba). Recomendo o gnochi com molho pomodoro e queijo brie. O atendimento é espetacular e o ambiente bem aconchegante, ideal para jantar a dois.

4.Coxinha da doceria Viva Gula (Salvador Shopping). Muito boa!

5.Lanchonete The fifities (Shopping Paralela). Para ser sincera, não achei o sanduíche espetacular, apesar de o preço ser salgadinho, mas vale pelo ambiente. Adoro lugares e produtos retrô. Ainda volto para provar as sobremesas. ;)

6.O filme Gênio Indomável. É antigo, mas, assim como eu, teve gente que ainda não viu, ué!

7.O filme O Talentoso Replay. Vide comentário anterior. Ah! Ambos contam com a atuação irretocável de Matt Damon.

8.Cafeteria Rancho do Cuscuz (Costa Azul). Bom atendimento, ambiente descontraído e um cardápio variadíssimo e surpreendente de cuscuzes salgados e doces. A minha pedida: carne seca com banana e tapioca tradicional. Além de gostosos, têm uma apresentação muito legal!

9.O filme Insônia, com Al Pacino e Robin Williams. Nada de outro mundo, mas gostei.

10.Sorvete de tapioca com coco da sorveteria Ola, que tal? (Mundo Plaza).


18 junho, 2013

Não à política dos “bonzinhos”!

Vinte centavos. Valor ínfimo do reajuste da tarifa do transporte público, mas valor máximo para a tolerância do brasileiro (?). São vinte centavos, muito para quem espera no ponto depredado um ônibus sujo, com destino a um trabalho de salário mínimo, que não cobre os prejuízos de um eventual assalto ao longo do caminho ou as despesas médicas de um eventual acidente durante o trajeto. Esse roteiro cotidiano, com outros detalhes lamentáveis omitidos, motivam as manifestações dos últimos dias. Os protestos iniciais contra o aumento da tarifa tornam-se um surpreendente tsunami, que inunda as ruas, os veículos de comunicação e as redes sociais, carregando reivindicações de todos os tipos.

Todos sabemos das carências do nosso povo, das esmolas que continuam sustentando tanta gente. Tudo que deveria ser um direito da população toma a configuração de um favor. As pessoas precisam de educação, segurança, saúde, moradia, comida, aqui e em qualquer parte do planeta; PRECISAM. Não existe essa história de governantes bonzinhos – brasileiro acha todo mundo “bonzinho”. Cada um deles está onde está para nos servir!

O que vejo em nosso país é a reafirmação diária da política da exploração, aquela que nasceu na época colonial e se perpetua por gerações. Quem sempre roubou e matou, ou seja, quem sempre esteve inescrupulosamente no poder, continua roubando e matando. O povo brasileiro ainda é como aquele escravo, que vive do trabalho indigno, mas o faz com dignidade. Ainda é como aquele escravo, de quem tudo foi tirado, mas aceita o resto (o que sobra) de comida de cabeça baixa, preso aos grilhões e sem voz.

Com a nossa força de trabalho temos patrocinado a vida de luxos dos atuais-eternos-senhores-de- engenho. E em troca vêm as esmolas, a exemplo dos estádios bonitos e bem estruturados. Retroalimentando a política do pão e circo, o povo compra os ingressos dos jogos e se distrai, li-te-ral-men-te, deixando os recursos dos incontáveis impostos pagos escorrerem para os bolsos dos políticos corruptos e corruptíveis, incluindo os “bonzinhos”, é claro.

Acho as manifestações importantes, válidas, e creio que, se consistentes, podem promover mudanças efetivas. Quero muito que tudo isso, todo esse tsunami, não morra na praia. Sou contra a truculência, contra as atitudes dos manifestantes que aproveitam a situação para fazer algazarra e Carnaval, contra a polícia que faz uso da sua condição para destilar o instinto autoritário. E rendo aplausos (curto, nas mídias sociais) às imagens da multidão pacífica, e não menos imponente, lutando por uma possibilidade de democracia real após anos de hibernação.

12 maio, 2013

Retalho de uma história


Flores, cartões, presentes. No ar, perfumes misturados, de cada um, de todos juntos. Haviam acabado de deixar a casa. Os três; Pedro, Sara e Leonardo. Helena sentia o vazio dos cômodos, mas o coração pesava de contentamento, de uma emoção conflituosa, equilibrada numa linha frágil, entre a felicidade e a saudade.

Sentada ali, perto da janela, sob a luz do abajur, ela perdia o olhar nas fotos das suas crianças. Pedro, agora engenheiro e pai do seu neto caçula, posava para a lente fazendo careta. Sara, professora infantil e recém-casada, fora registrada na primeira aula de ballet. Leonardo, professor universitário, escritor, e pai de gêmeos, mostrava suas habilidades ao andar de bicicleta.

Tudo aquilo era passado. E não era. O tempo levou em seus trilhos impecáveis e as lembranças traziam com cheiro, som e cor. Tudo aquilo era retalho de uma história, complexa por contar três vidas, e simples por resumir um grande amor correspondido.

Os olhos de Helena marejavam. O silêncio da casa abraçava a sua dor feliz. Era tarde, hora de deitar. O sono cuidaria das coisas imutáveis. O pai dos seus filhos a esperava no topo da escada, sem palavras e com o mesmo sorriso.



Ingrid Dragone

05 março, 2013

Recomendo – parte 33

As recomendações dessa vez são “filmísticas”! Quem me conhece sabe que eu aaaamo cinema! Então, dos “sei lá quantos títulos” que vi recentemente, seguem as minhas indicações.

1. Como Treinar o seu Dragão. Desenho massa da DreamWorks. Tem aventura e traz temas como amizade, coragem e lealdade.

2. Os Miseráveis. O drama conta a história de um homem que age conforme os princípios cristãos - verdade, amor, perdão.

3. O Menino de Pijama Listrado. O tema é nazismo. Choreeeeeeei...

4. O Caçador de Pipas. O roteiro do filme é bem fiel ao livro, mas claro que a leitura é melhor. De qualquer forma, vale a pena.

5. Amor e Inocência. Baseado em fatos reais. Legalzinho.

6. A Voz do Coração. Discute a educação (em sala de aula) com uma abordagem sensível e romântica. Boa diversão.



04 fevereiro, 2013

Recomendo – parte 32

1. Torta de chocolate com maracujá da doceria Doces Sonhos (Pituba).

2. Cremes para os pés e óleos corporais da loja Empório Body Store (Shopping Iguatemi).

3. Empada de carne seca da Empada Brasil (Costa Azul).

4. Produtos da Granado (Salvador Shopping).

5. Filet mignon do restaurante Barbacoa (Av. Tancredo Neves).

6. Baguete de kani da lanchonete Marieta (Salvador Shopping).

7. Fazer “limpas” periódicas nos armários. Tirar objetos feios, inúteis e sem qualidade.

8. Costelinha com molho barbecue do restaurante Outback (Shopping Iguatemi).

9. Valorizar as coisas simples e boas da vida. Admirar a lua, apreciar uma comidinha caseira, bater papo com uma amiga numa doceria, curtir o banho com produtos bem cheirosos, ler um livro no sofá...


31 janeiro, 2013

Lamentável tortura diária

Mais de duzentos jovens morreram em uma boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O fato marcou o país e muitas famílias, inegável, mas é o tipo de acontecimento que merece solidariedade e compaixão e não uma masturbação mental. Faz quase uma semana do corrido e os telejornais e outros veículos de comunicação ainda divulgam o assunto de forma maçante.

Devemos orar pelas famílias e deixar que a mídia se acabe tentando faturar em cima da (imensurável) tristeza alheia. Trata-se de sensacionalismo disfarçado de apuração jornalística. Desrespeito. Essa exploração é revoltante, desprezível.

Não levanto a bandeira da alienação e, paralelamente, rejeito a propagação de informações tóxicas. Não precisamos nos submeter a essa tortura diária, preencher pensamentos com tantas imagens trágicas, dolorosas, repetitivas, que provocam em nós e na imprensa um ciclo vicioso de busca por mais e mais imagens trágicas, dolorosas e repetitivas. Nada disso vai ressuscitar as vítimas, ou consolar os seus familiares, ou fazer o tempo voltar.

Vamos ser críticos e resistentes ao que o mundo nos apresenta. Não tenhamos necessidades desnecessárias. Somos aquilo que permitimos entrar por nossos olhos e ouvidos.



Ingrid Dragone

30 dezembro, 2012

Recomendo – parte 31


1.Picolé Magnum de chocolate com amêndoas.

2.Brownies da Chica Preta. Dá água na boca só de lembrar... Tem página no Facebook!

3.Restaurante Celeiro, em Vilas do Atlântico. O local é bem agradável. Para saborear, indico o filet à parmegiana. Gostoso e bem servido. Se preferir, faça como eu, troque o arroz por uma porção de tomates com azeite de oliva e manjericão.

4.O documentário Vips – fácil para quem tem Netflix. Não é uma super obra cinematográfica, mas a história contada vale uma boa diversão.

5.O filet mignon do restaurante Baby Beef Express, no Salvador Shopping. Com direito a três guarnições.

6.Sabonetes exóticos da Body Store. O meu é de maçã verde. Bonito e cheiroso!

7.Ouvir músicas da adolescência. Muito legal fazer uma viagem no tempo. Deu muito Lulu Santos e Skank aqui em casa essa semana! Rs.




26 dezembro, 2012

Noite de Natal

A janela emoldurava um céu com poucas estrelas, e mesmo assim havia beleza na calma noite de ontem. Parecia que a cidade estava em oração pelo nascimento de Cristo.

No apartamento da frente, àquela hora, início da madrugada, o pisca-pisca era uma das poucas luzes sobreviventes. A lua, bem alta e menor que de costume, derramava um tom azul sobre os edifícios.

Em outro apartamento, uma criança conversava em torno da mesa com a mãe, penso eu. Lembrei brevemente da minha infância, daquele cheiro de panetone e boneca nova.

Eu e meu marido conversávamos sobre amenidades. 25 de dezembro, Natal e nosso aniversário. Fez ontem cinco anos que nos conhecemos.

A janela emoldurava um céu de estrelas espaçadas. Só as nossas vozes cessavam o silêncio. Despretensiosa poesia.




12 dezembro, 2012

Recomendo - parte 30



1. Sorvete Yo Frozen (Salvador Shopping), acompanhado de gotas de chocolate e morangos!!!

2. O filme Gonzaga – de Pai para Filho. Bem legal. Já saiu de cartaz.

3. Artigos de Max Gehringer sobre profissão. Há vários publicados na Internet.

4. T-shirts da loja Mito (Iguatemi e Salvador Shopping). Divertidas e cheias de referências culturais.

5. Pesquisar receitas e testá-las no final de semana. Adoro!

6. Para quem curte toffees, as Butter Toffees sabor mousse de maracujá, da Arcor.

7. Cookies com gotas de chocolate da Hersheys.

8. Cupcakes da Divine Cake, no fim de linha da Pituba.

9. Boliviano da doceria Viva Gula (Salvador Shopping). Arde, mas é bom.

10. O filme A Caçada. Não está entre os meus prediletos, mas é legalzinho.

11. O restaurante francês Le Pompon Rouge. Ideal para jantar a dois. Ótimo atendimento, ambiente aconchegante, simples e charmoso, e boa comida. Fica no Rio Vermelho. A desvantagem é a dificuldade para estacionar, mas chegando cedo...

12. O restaurante 33 Sergio Arno (Salvador Shopping). Achei que o jantar com buffet livre não vale a pena. A relação custo x benefício não é boa, mas o lugar é interessante para um happy hour. O ambiente é moderno e agradável.

13. Lembrancinhas de Natal? Splash (Iguatemi) e Imaginarium (Salvador Shopping). PS: Estou aceitando!!! rs



06 dezembro, 2012

Fim de espetáculo

Vazio. Assim é agora o palco que esteve repleto de cores, brilhos, luz e som. Ali, por onde tantos sorrisos, (até) infortúnios, expressões, pés e corpos passaram, resta uma saudade – vestida de cansaço e nostalgia.

Ficaram as marcas físicas: fotografias, machucados, dores... Ficaram as marcas no coração: lembranças e a vontade de ter tudo outra vez...

O espetáculo acabou, mas deixa o que os bastidores revelam - vivências além de ensaios e trocas de figurino. Nas coxias, o elenco experimenta o sentimento de solidariedade mútua e cria laços. Tudo começa naquele lugar, o espaço confidente atrás das cortinas, e se estende e se desvenda na arena, diante do público, que espera por unidade e beleza.

Hoje o dia amanhece assim, sem aplausos, sem a bagunça organizada das bailarinas, sem as sapatilhas, sem a maquiagem borrada pelo suor, e com muita saudade. Uma saudade que dói um pouco e compraz a alma de quem viveu muitas horas por um momento de encanto.


Ingrid Dragone


21 outubro, 2012

Recomendo – parte 29

1. Jantar no restaurante Marinata (cozinha italiana), na Barra. O ambiente é climatizado, bem arrumadinho e agradável. Para a entrada, pão de alho - simplesmente perfeito!!!

2. Assinar o Netflix, uma espécie de videoteca online. O site dispõe de uma boa variedade de séries americanas de TV e filmes, dos mais diversos gêneros. A assinatura é super barata (R$ 15,00 por mês!) e embora não haja muitos títulos recentes, vale muito a pena. Aos poucos o site vai acrescentando mais opções para os usuários e o acesso é ilimitado.

3. O filme “A Outra”.

4. O filme “Tempo de Despertar”.

5. Encarar um novo desafio profissional. Pedra que rola não cria limo!

6. Conhecer Bariloche no inverno. Maravilhoso!!!

7. Polpas hidratantes para as mãos da Natura. Cheirosas e eficazes.

8. Para quem tem a boca ressecada, a pomada Bepantol. Não tem erro! Com poucos dias de uso (de preferência na hora de dormir) já se vê o resultado.



18 outubro, 2012

Mulher, o sexo difícil


Quando adolescente, lá por volta dos 15 anos, sofria bastante ao perceber que estava sendo excluída de alguma turma. A exclusão costuma ocorrer naturalmente em grupos formados por meninas. Mulheres são competitivas de nascença, gostam de fazer disputas das mais diversas naturezas, envolvendo desde a roupa usada numa festa até a ocupação de um cargo numa empresa. Mulheres chegam ser cruéis umas com as outras nessas guerrilhas cotidianas. Com o tempo fui considerando que dar atenção a isso nunca vale a pena, porque gera situações desagradáveis, cria barreiras, e acaba em desperdício de tempo e energia. Prefiro estar em paz, sem levar em conta as possíveis subestimações, provocações e as ignoradas básicas, e me revelar de verdade para quem se aproxima com o coração puro. Eu gosto de ser mulher, amo o universo feminino, cheio de “loções mágicas”, frufrus e cuidados, mas acho que ser homem é bem mais fácil.

Esquecendo as exceções, o homem não é de jogos, é mais sincero e menos preocupado com as “vantagens” que uns possam levar sobre os outros. Seus conflitos são abertos, todo mundo vê, não duram muito e nem são propiciadores de grandes fofocas. O homem não se veste para que os outros homens o rotulem como fashion, não corre para comprar determinada coisa porque o colega tem e ele não suporta estar por baixo. O homem não liga de acordar com a cara amassada, não se estressa por não ter encontrado uma celulite sequer na barriga do vizinho, não dá ataque de histeria e justifica com a TPM, não leva a sério as pequenas brincadeiras “depreciativas” dos amigos, não arma complôs, raramente julga o outro logo de início e, além disso tudo, suas brigas são de soco, e não de unhas na pele ou puxões de cabelo.

Ser homem é simples. Basta ser. Ser mulher é escolher a todo instante. Escolher a roupa, o dia, o lugar, as amigas, as palavras, o melhor ângulo.




03 outubro, 2012

Rede

É muito fácil agradecer a Deus pelo dia quando ele corre, digamos, “feliz”, ou seja, se faz um belo sol; quando você não pega engarrafamento e, de quebra, acha a melhor vaga do estacionamento; se consegue finalizar uma tarefa difícil com rapidez e qualidade... Mas há dias que começam com o chuveiro queimado ou com uma trágica xícara de café ao chão, dias que são verdadeiros testes, aqueles dias que “não são o nosso dia”, bem afinados com a tal “Lei de Murphy” - adágio popular da cultura ocidental que afirma que “se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". Aliás, de onde veio essa lei besta mesmo? Também acho graça quando alguém repete a expressão “eu quero, eu posso, eu consigo”, como se tivesse o controle das situações.

É ingênuo acreditar que as coisas acontecem por acaso ou que somos os donos dos nossos destinos. Gosto de pedir a Deus que me guarde na palma da sua mão – como na singela saudação que recebi num e-mail recentemente. Cansa querer ter o poder sobre a vida, sobre os outros, sobre as circunstâncias.

Bom é ter um coração grato e paciente, mesmo nos dias “infelizes”, porque mesmo nesses dias “chatos”, “errados”, “tortos”, temos algo a aprender. A existência é interessante porque é imprevisível, porque Deus é criativo, fazendo de cada dia um dia diferente, conforme uma rede infinitamente complexa, com surpreendentes e incontáveis conexões entre pessoas e acontecimentos. Viver é ser um ponto minúsculo nessa rede e reconhecer, sem medo, o limite humano.



26 junho, 2012

Por um fio

Hoje recebi um telefonema que me deixou chateada. Um jornalista, assim como eu, ligou para a assessoria de comunicação em que trabalho com o intuito de obter mais informações sobre uma matéria enviada para a imprensa. O problema é que junto com as dúvidas irônicas veio um mundo inteiro de palavras nada solenes. Senti que ele entrou em contato pré-disposto a discutir e insultar. Chegou a fazer ameaças quando expliquei que ele deveria, assim como os demais colegas de profissão, fazer a solicitação via e-mail, um procedimento padrão do meu setor.

Fiquei horrorizada com a maneira como ele falou comigo. Vestia a pose do "importantíssimo homem do universo". Não vou mentir: tive raiva, muita raiva. O pessoal que presenciou a minha tentativa de manter a calma com o fulano - dono de um site de pouca expressividade - julgou que eu tinha sido o mais cordial possível com o cara. Todos quiseram saber exatamente o que ele disse e me aconselharam a ficar tranquila, afinal, o erro tinha sido cometido do outro lado da linha.

A abordagem do tal jornalista, de currículo extenso e pouca educação, estragou a minha tarde por alguns minutos. Depois a ira foi passando... Até fiquei com pena dele. Para que serve tanta arrogância, agressividade gratuita e vaidade? De qualquer forma, ficou a lição. Se um dia precisar atendê-lo novamente, ou qualquer outro com um comportamento semelhante, vou agir de forma ainda mais cuidadosa. Não quero pagar o mal com o mal, não quero seguir o equivocado dogma do olho por olho, dente por dente. A atitude não é o ato consumado. A atitude começa no coração. E quero o meu sempre leve, imune.

05 junho, 2012

Impressionante sincronia

Quem me conhece, pelo menos um pouquinho, sabe que eu amo dança. Entre os grupos internacionais que mais admiro está o Riverdance, que com muita técnica e precisão apresenta ao mundo incríveis espetáculos de sapateado irlandês.Estou postando aqui uma das minhas coreografias favoritas. Ela começa com um solo e termina com um grupo sincronicamente perfeito!

04 junho, 2012

Cata-vento

Catar o vento

Catar o verso

Que virando vejo

Na pá do momento,

Voa, voa o vago vento

Vento, vem tu

Vai o tempo...

31 maio, 2012

Simulação de chuva

Amo a música e as possibilidades de exploração dos sons. Conheci esse vídeo numa palestra e gostaria que vocês também tivessem o prazer de conhecer!


28 maio, 2012

Uma história de coragem e determinação

Aos cinco anos, Lorenzo (Zack O'Malley Greenburg), filho único do casal Augusto (Nick Nolte) e Michaela Odone (Susan Saradon), começa a apresentar os sintomas da adrenoleucodistrofia (ADL), uma rara doença genética que destrói lentamente o sistema neurológico. Inconformados com o diagnóstico, os seus pais dão início a um exaustivo estudo científico para entender o mecanismo da doença e ter condições de discutir com os médicos o melhor tratamento para amenizar o sofrimento da criança. O esforço sobre-humano dos dois é uma luta contra o tempo, já que os médicos prevêem poucos anos de vida para o menino e quase nada sabem sobre a ADL. Esse é o drama retratado no filme O Óleo de Lorenzo (1992), que eu tirei do fundo do baú para indicar aos que curtem filmes tocantes e baseados em fatos reais.


A combinação da história dramática, permeada de questões éticas e psicológicas, com a interpretação perfeita e sensível dos protagonistas prende e comove. Vale aqui o destaque para o ator mirim, que empresta uma realidade incrível às dificuldades do seu personagem, despertando no espectador o sentimento de compaixão. Curiosamente, apesar do trabalho digno de aplausos, Zack iniciou e encerrou a carreira teatral com esse filme.

Com direção de George Miller e roteiro de George Miller e Nick Enright, a película quebra a monotonia que o tema poderia sugerir. A trama deixa uma mensagem marcante de esperança e amor incondicional, além de lições importantes sobre o aprimoramento das relações humanas.

Será que eu chorei?

25 maio, 2012

Recomendo – parte 28

1.Jogos de vídeo game com o recurso Kinect. A tecnologia permite a interatividade sem o uso de controles. Os jogos de dança são sensacionais! Amo!

2.Acessórios da Morana (www.morana.com.br). Lindos! Perfeitos para dar de presente! Curto as lojas do Iguatemi e Salvador Shopping.

3.Para quem ainda não conhece, o chocolate Kit Kat. Pense num Bis aprimorado?

4.Consumir o biscoito Bono gelado!

5.Viagem à Serra Gaúcha. Inesquecível!

6.Viagem ao Chile. Surpreendente!

7.Trabalhos manuais. Bons para exercitar a concentração e a paciência.

8.Agradecer a Deus todos os dias por TUDO que Ele nos permite ter e viver.

17 maio, 2012

Resista se for capaz!

Criatividade, humor inteligente e situações inusitadas. A combinação resulta no envolvente e divertido Prenda-me se for Capaz (2002). Baseado em fatos reais e ambientado na década de 60, o filme conta a história de Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio), um falsário que aplica golpes em companhias aéreas, bancos, hospitais e engana quem quer que seja, chegando a descontar 2,5 milhões de dólares com o uso de cheques confeccionados por ele. Inserido na lista dos dez mais procurados pelo FBI, o jovem criminoso é perseguido obsessivamente durante anos pelo sério e discreto agente Carl Hanratty (Tom Hanks).

O interessante é que, apesar do talento para o crime, o protagonista acaba conquistando a simpatia do público. Leonardo DiCaprio assume o papel com maestria e confere carisma e estilo ao personagem cheio de disfarces e adjetivos - prático, firme, corajoso, arrogante, ambicioso e cara de pau. Também é digna de elogio a atuação de Christopher Walken, que vive o seu pai, um homem calmo e astuto. O relacionamento entre eles é intenso e motiva Frank a querer resgatar todo o dinheiro que a família já teve.




Além do brilhante elenco, a direção de arte é um ponto de destaque do filme. Cenografia, maquiagem e figurino transportam o espectador para o passado e completam a atmosfera da trama, uma mistura de ação, drama e comédia.

Com todas essas características, não é de se admirar que a película tenha como diretor o versátil Steven Spielberg, o mesmo de títulos como O Resgate do Soldado Ryan, A Lista de Schindler, E.T. - O Extraterrestre, e Jurassic Park. Já o roteiro é de Jeff Nathanson, com base em livro de Frank Abagnale Jr. e Stan Redding. Resumindo a ópera, Prenda-me se for Capaz é sucesso de bilheteria e diversão garantida!


14 maio, 2012

Recomendo parte 27

1. Petit Gateau do bar Tijuana (www.tijuana.com.br). Só de lembrar dá água na boca...
2. Pizzaria aconchegante no bairro do Itaigara: Pizza da Chapada (www.pizzadachapada.com.br). A pizza é fininha, crocante e deliciosa! Pedi e aprovei os sabores "Cachoeira do Sossego" e "Piabinha". Ah! A gente come com as mãos! Para a entrada; brusquetas!
3. Chocolates da marca Lindit (www.lindtexcellence.com). Sem igual. Em Salvador, já vi na Perini e num stand do Shopping Itaigara.
4. Cirque du Soleil (www.cirquedusoleil.com). Muito bom!
5. Para quem não está com tanta disposição ($), o Circo Tihany Spectacular (www.circotihanyspectacular.com).
6. O pão de mel da Cíntia Waxman (www.cintiawaxman.blogspot.com.br). Delicioso!
7. Jantar no restaurante italiano Marinata (www.restaurantemarinata.blogspot.com.br). Conheci o do Costa Azul. Simples, mas bem agradável.

29 abril, 2012

O valor de um nunca

Nunca, nunca deixe que a poesia da vida se vá, assim como aquela folha que passa diante dos seus olhos entoada pelo vento. Sinta, diga que ama, abrace. Esqueça o seu pensamento sobre as coisas que não merecem, sequer, um segundo da sua atenção. E às que merecem, dedique o seu amor, o máximo de você... sem esperar em troca.

Nunca, nunca deseje que um momento da sua vida se vá, assim como aquele trem que corre sobre os trilhos de um destino conhecido por você. Acima da sua vontade há um céu inteiro e tantos mistérios que não se explicam e não se revelam. Você nada sabe... falo de um propósito maior, longe do alcance de qualquer ser humano.

Nunca, nunca permita que a pessoa que você é fique em você, assim como aquela raiz profunda, fincada numa terra imóvel, dura, seca. Viva a renovação. A plenitude brota em quem lança fora o seu próprio mal, sem apego, sem medo de ser diferente do que sempre foi. Sempre ter sido não significa o melhor que você pode ser.

Nunca, nunca permaneça em seu lugar diante de palavras eternas, assim como aquele que sente frio, mas não tece o agasalho, mesmo tendo as linhas e agulhas nas mãos. Internalize e faça a semeadura. Valem os sorrisos, o bem, a canção, o coração disposto.


Ingrid Dragone

13 abril, 2012

Paradigmas

Quando alguém te aconselhar a quebrar paradigmas, cuidado... Provavelmente o discurso vai dar a impressão de que você terá benefícios com isso. O conselheiro, de maneira consciente ou não, pode induzir você ao erro. O problema é que o conceito comum de quebra de paradigmas costuma ter relação com rebeldia e sentimentos que nos impelem a afrontar, para o bem ou para o mal. Hoje tenho outra visão sobre a quebra de paradigmas.

A diferença não está mais em ser rebelde; na atualidade todo mundo acha bonito ser rebelde. Quebrar paradigmas é ser tranquilo, obediente, amoroso. É escolher a luta contra o “eu”, contra o desejo de ser o centro de todas as coisas, contra a valorização dos nossos “instintos”, contra tudo aquilo que nos leva a priorizar a imagem de pessoa orgulhosa, cheia de razão e direitos, que não “leva desaforo pra casa”, que não “engole sapo”, que “ganha a briga”. Para mim, quebrar paradigmas é optar pela sabedoria, pela compaixão. É nadar contra a correnteza desse mundo que se instala e traz as ideias de concorrência, violência física e verbal, todas dignas de misericórdia, mas comumente usadas como armas para a sobrevivência.

Se disserem por aí que devo me vingar dos meus inimigos, eu oro por eles. Se disserem que devo reagir às agressões da mesma forma, eu silencio ou respondo com amor. Se disserem que devo ignorar quem me trata mal, eu fico à disposição quando for preciso. Se disserem que devo amar a mim mesma antes de amar aos outros, eu amo primeiro a Deus - e Ele quer que amemos ao próximo como a nós mesmos. Às vezes (quase sempre) é muito difícil, e eu tento. Trata-se de um exercício cotidiano de matar em mim o que, de fato, não deveria estar em mim. E, aos pouco, vou lapidando o meu caráter, buscando me assemelhar a Cristo, não por acaso, o homem que dividiu a humanidade em antes e depois dele.


Ingrid Dragone

22 novembro, 2011

Dona de coisa alguma

Hoje é terça-feira, 22 de novembro, e mais uma vez reflito (e agora escrevendo) sobre uma verdade incontestável. Não questiono, não rejeito o que penso, não entro em desespero, e sei: EU sou um nada! Um nada! Não tenho o controle das situações, não mando no tempo (cronológico ou climático), não sei o que acontecerá comigo no próximo segundo. Não digo que devo viver sem planejar, mas quero ser mais humilde, admitir que eu, embora habitada por pretensões e vontades, sou dona de coisa alguma. Nem do meu nariz.

E que meada desenrolou esse fio de pensamento? Neste final de semana, estive em Itacaré, Sul da Bahia. Fiz uma trilha, naveguei sobre o Rio de Contas, tomei banho na Cachoeira do Cleandro, e tive a oportunidade de subir até um belíssimo mirante natural, o da Prainha, de onde foi possível avistar um mar lindo e sem tamanho. E cada vez que tenho um contato mais íntimo com a natureza (como também aconteceu, no mês de junho, no passeio à Serra Gaúcha) fico estarrecida com a grandiosidade de Deus, com a exuberância de tudo que Ele criou e faz acontecer.

Eu, naquela trilha, uma reserva de Mata Atlântica, era apenas um ser humano transpondo os obstáculos do caminho; troncos, plantas com autodefesa, insetos, pedras escorregadias, lama... Todos esses elementos, desenhados por Deus, ali estavam porque Ele quis, porque Ele assim os fez, com suas formas, aromas, finalidades e belezas. Se, por acaso, eu me machucasse, seria apenas mais uma pessoa, só uma pessoa, a cair. E tudo continuaria da mesma maneira, no mesmo lugar, se fosse o desejo de Deus. As nuvens sobre minha cabeça, as rochas emoldurando a paisagem e as árvores fincadas na terra, mesmo que o meu sangue tingisse o trajeto, mesmo que sangrasse muito. Deus tem seus propósitos.

Antes, durante e depois da viagem fiz minhas orações. Pedi orações. A previsão era de chuva. Ela caiu, porque Deus quis, mas caiu de leve, quando eu nem precisava que fizesse sol. Deus permitiu. Eu fiquei agradecida. E se chovesse muito, e eu não pudesse fazer nenhum dos passeios que fiz, ainda assim precisaria agradecer: posso ver a chuva descer do céu. Posso ouvir os pingos sendo aparados pela vegetação. Tenho pernas para correr da chuva. Tenho abrigo. Quero viver agradecendo. Sempre.

Hoje é terça-feira, 22 de novembro. Deus é.


Ingrid Dragone

01 novembro, 2011

O “enta” da presidente

Tenho nada contra Dilma Rousseff, aliás, quero ter coisa alguma contra quem quer que seja (tarefa mesmo difícil amar a todos, mas é mandamento de Deus), porém gostaria de saber o motivo de ela insistir nessa história de “presidentA”. Não que esteja errado, trata-se de uma palavra dicionarizada, inclusive, embora pouco aceita. Para mim, o seu uso no Brasil atual é uma jogada de marketing. Provavelmente a ideia é enfatizar "o gênero", digo, no sentido de que a Dilma é a primeira MULHER a ocupar o maior cargo governamental do país. Bem, tomara que o povo não se atrapalhe e passe a empregar o “enta” para a criação de outros vocábulos, maluquices como superintendenta, gerenta, estudanta? Que fiquemos livres disso!!!

E pensando nessa condição de se livrar; penso... Que mundão besta esse em que a gente vive, hein? Obviamente a atual presidência é um marco na política brasileira, mas presidentE ou presidentA, ela passará. Tem gente que nem sabe onde fica o Brasil! Ela passará, tudo passará. Vamos, portanto, fazer o esforço diário de negar o que dizem ser necessário. O que é importante para você? O que tem sido o centro da sua vida? Com quais entretenimentos/atividades você gasta o seu tempo? Tempo... Tudo passará. Está passando agora.


Ingrid Dragone

14 julho, 2011

Salvador: falta civilização

Outro dia, saindo do bairro da Boca do Rio, fui surpreendida com uma cena surreal. Fiquei envergonhada de morar em Salvador. Vi um grupo de homens de sunga, em um bar, tomando banho de cerveja. Detalhe: chovia. Penso que aquelas pessoas refletiam não só um desejo inusitado de diversão, mas a falta de educação típica das populações que habitam regiões cheias de desigualdades sociais. Essa falta de educação é cultural, pode-se dizer. Parece que a capital baiana ainda está entrando numa rota de civilização...

Fico indignada com o atendimento de baixa qualidade oferecido nas lojas e restaurantes; quando vejo passageiros jogando lixo pelas janelas do ônibus (uma vez presenciei um cara lançando um cachorro-quente!); com o descarte de entulho dos “carretos” em áreas inadequadas; com o som alto que inúmeros condutores de veículos insistem em emitir, sem preocupação com o descanso de pessoas doentes, crianças, idosos e trabalhadores. Esses poucos exemplos bastam para que eu, não raro, sinta vontade de morar em outra cidade.

Com a fama de terra litorânea, repleta de belezas naturais, Salvador acaba conferindo um estigma aos seus habitantes, um ar “largado”, de gente alegre e “folgada”. Não digo que todos vestem essa imagem, acredito mesmo que estamos carentes de instrução, de educação, na escola e em casa, e que esse contexto enraíza hábitos e tradições que em nada contribuem para o desenvolvimento intelecto-comportamental de um povo.

O soteropolitano precisa entender o valor de cuidar de cada canto da cidade, pois lugares públicos são de todos, inclusive, dele. Precisa aprender que respeitar o espaço dos outros e ser gentil é bonito, admirável e garante o bem-estar de toda sociedade. Precisa compreender que preservar origens não exclui incorporar as boas “influências” de fora. Precisa tratar bem os nativos, e não somente os turistas, para fidelizar e alimentar o amor do soteropolitano pelo soteropolitano. O soteropolitano precisa enxergar que tem a faca e o queijo na mão, mas ainda passa fome e corta o dedo.


Ingrid Dragone

24 maio, 2011

Recomendo - parte 26

Eu sei. Prometi no último post que o texto seguinte para publicação aqui no blog seria um conto sobre “uma situação que aconteceu no meu grande dia”, ou seja, no dia meu casamento. O problema é que ainda não bateu “aquela” inspiração para escrever sobre isso. Ando numa rotina muito prática e a poesia tem ficado silenciada nas felizes experiências da vida a dois. Bem, estou ótima e quero voltar a falar um pouco das coisas que tenho feito, indicando alguns programinhas para vocês. Vamos lá! Desta vez eu recomendo...

1. A exposição “O Fantástico Corpo Humano”, em cartaz na garagem G-2 do Salvador Shopping. O ingresso custa R$ 40,00 (inteira). Há também o pacote família, que é vendido para grupos a partir de três pessoas. Com ele, cada um paga R$ 20,00. Vale a pena conferir!

2. O filme “Sem Reservas”. Para quem gosta de comédia romântica.

3. Fim de tarde na Tortarelli (em frente à Praça Ana Lúcia Magalhães, no fim de linha da Pituba). Ótimas tortas salgadas e doces, e um ambiente muito agradável.

4. O filme “O Pequeno Nicolau”. Divertido, com humor ingênuo, e para todas as idades.

5. O vídeo “Bebê Pulando e Dormindo”, no You Tube. Engraçado!

6. Pão de mel da Kopenhagen. Tem recheio de doce de leite, o que garante que ele não fique seco, e por fora o chocolate é amargo, fazendo contraste com a parte de dentro. Resumindo: perfeito!

7. Esmaltes cremosos da Impala. Ótima cobertura e resistência às atividades do dia a dia. As cores são lindas, meninas!

8. Pizzaria Cantina Volpi, na Pituba, perto do Colégio Oficina. A pedida é a pizza com lombinho e catupiry. Esqueci o nome dela agora...



01 fevereiro, 2011

Casada e de volta

Faz um tempo que não escrevo no blog, que não faço metáforas sobre acontecimentos cotidianos, que não registro as impressões “dragoneanas” acerca do mundo e das pessoas. Esse abandono das minhas “letras literárias” foi motivado por uma circunstância muito importante pra mim: meu casamento.

Como toda noiva romântica, sonhei com uma cerimônia emocionante e uma festa linda. Foram muitos detalhes e, perfeccionista que sou, cuidei de todos eles... Valeu a pena! Foi inesquecível! Foi diferente! Foi um momento mágico, um momento... A gente passa um ano inteiro preparando e ele acaba feito uma bolinha de sabão se desfazendo ao vento. Por isso quis ser feliz ali, naquele lugar, até o fim! Sai mesmo “no lixo”. Foi maravilhoso!



Maravilhoso sim! Mas a trajetória não foi fácil. Como dizem, rapadura é doce, mas não é mole. Já soube de casos de meninas que deixaram de trabalhar para organizar o evento. E eu? Pense numa mulher de muitos braços! Os preparativos do meu casamento aconteceram em paralelo à procura, compra e reforma do meu apartamento, ao meu trabalho de oito horas diárias, ao meu trabalho como repórter e editora de revista, à igreja, à academia, e à manutenção do aparelho dentário, que resolvi colocar por causa de um mísero dentinho fora do lugar e que as amigas disseram não enxergar – eu pontuei que sou perfeccionista!

Um colega disse que fiz uma façanha e que eu deveria escrever um livro contando toda essa história, não só porque foi uma super maratona, mas porque tudo deu certo! Atribuo o sucesso dessa “passagem” a algumas coisas: tenho a certeza de que Deus abençoou; sei que o fato de eu ser mulher ajudou muito - é característico do sexo feminino desenvolver mil atividades ao mesmo tempo -; contei com o apoio de pessoas especiais; não teria conseguido sem o envolvimento do meu noivo (e agora marido! Eu tenho um marido!); e, por fim, pelo simples fato de eu ter garra mesmo!


Ainda fiquei com umas tarefas “pós-casamentísticas”: aprovar a edição do vídeo e escolher as fotos do álbum – são mais de 1.500 e quase todas perfeitas! Avalie a dificuldade disso...

Bem, voltando à justificativa que deu início a esse texto, casei em novembro e, portanto, preciso admitir que demorei a retomar o hábito de escrever, tanto por um pouco de preguiça quanto pelo foco na vidinha de casada. Agora acho que não existe mais desculpa, né? Para o próximo post vem o conto de uma situação que aconteceu no meu grande dia! Preciso de inspiração para essa parte! Até lá vou tentando entrar novamente no ritmo da vidinha de juntar-palavras-para-ver-no-que-vai-dar.


27 setembro, 2010

A Praça e os Policiais

A Praça estava rica de crianças, cores e sons de alegria. Era sábado pela manhã e o dia corria ensolarado, com um inacreditável céu azul sem nuvens. E, destoando de tudo, dois policiais militares fincados no gramado - com as mãos nas armas -, como que de sobreaviso, à espera, à espreita. Estranhamento... O paradoxo apagou um pouco o meu ânimo. Por que o cenário de comédia romântica precisava ser descontinuado por uma cena tão fora de lugar? Parecia que havia um erro grave no script.

Eu não queria ter ferido meus olhos com aquela imagem fardada. Os homens armados não combinavam com a menina que andava de velotrol. Nem com o cachorrinho que passeava preso à coleira. Nem com o senhor que fazia cooper. Nem com o casal que tomava sorvete.

Andei até o meu carro olhando para os lados. Queria e não queria entender o que talvez estivesse acontecendo ou na iminência. Voltei para casa pensativa e sabia que um dia escreveria sobre isso. Porque não consigo ser alheia à tristeza que se alastra por esse mundo, por essa cidade, por essa praça.


Ingrid Dragone

31 agosto, 2010

De confortar

Eu ainda tinha tantas coisas para dizer... Embora não tivesse dito nada. Fazia tempo a vontade de libertar todas as palavras boas e as de admiração. Queria dizer que aquilo tudo ia passar, que com certeza ia passar. Mas a porta se fechou. Naquele dia, e nos dias seguintes. Também hoje.

Faltou coragem, um pé na porta. Não o que arromba, mas o que apenas impede que a porta se feche. Então, mostrar que eu estava ali e que acima de todos nós, Deus.

Agora fico aqui escrevendo, porque não pude falar o que meu coração produziu tão cuidadosamente para confortar - a lágrima de quem eu gosto me entristece.

Admito. Talvez, mesmo com a porta aberta, não conseguisse dizer... Sei que olharia nos olhos, traduzindo um cais para quem precisa descansar das intempéries do mar. Mesmo que fosse um cais de segundos.


Ingrid Dragone

06 agosto, 2010

Quem tem boca (vai a Roma) muda a língua portuguesa

Na época da faculdade de Letras, eu fazia uma disciplina que tratava da variabilidade linguística. Durante as aulas, discutíamos a língua portuguesa cotidiana, as mudanças que acontecem nos vocábulos e nas expressões devido ao uso comum. Era bem interessante, porque descobríamos o motivo de várias alterações e novos usos. A maior parte dessas mudanças tem a ver com a “economia de palavras” e com um processo semelhante àquela brincadeira do “telefone sem fio”, ou seja, uma frase/expressão passa de um para outro e acaba sendo transformada, adquirindo outro sentido.

Essa semana recebi um e-mail mostrando as mudanças que ocorreram em algumas expressões que os brasileiros costumam usar. E, como amo essas curiosidades, resolvi dividir o conteúdo com vocês.

1. “Hoje é domingo, pé-de-cachimbo”: Imagine aí? Um pé-de-cachimbo seria uma planta alta? Cheia de cachimbos pendurados? O certo é: “Hoje é domingo, pede cachimbo”. “Pede” do verbo “pedir”. Domingo é um dia de descanso e fumar um cachimbo seria, no dito popular, uma forma de relaxar.

2. “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”: Que bicho seria esse? Uma espécie de cupim? O certo é: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”. Aaaaaaah!!!

3. “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”: Minha irmã tinha até uma boneca que falava isso (“Poeminha” era o nome dela). Pois é, o fabricante da boneca e toda a torcida do flamengo estão enganados! O certo é: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”. É lógico, inclusive, pois a batata é uma raiz. A ramagem da batata se espalha, não a batata, que fica embaixo da terra. Dã!!!

4. “Cor de burro quando foge”: Essa cor seria um tipo de marrom sem graça? Bem, foi o que sempre soube. Que cor ficaria um burro ao fugir? O certo é: “Corro de burro quando foge”. Pense na visão do inferno? Um burro fugindo, em sua direção? Você correria?

5. “Quem tem boca vai a Roma”: Ah, vai!!! Quem se comunica consegue chegar longe, onde quiser, não é?! Todo mundo fala assim! Pois todo mundo está errando!!! O certo é: “Quem tem boca vaia Roma”. “Vaia” do verbo “vaiar”. Na época da Roma antiga, todos os que queriam demonstrar descontentamento com o governo romano só podiam vaiar. O ditado quer dizer que quem não gosta, arruma um jeito de mostrar que não gostou.

6. “Cuspido e escarrado”: As pessoas usam quando querem dizer que alguém é a cara de outro. Normal, né? O correto é: “Esculpido em carrara”. Carrara é um tipo de mármore. Eu já havia escutado também a versão “esculpido e encarnado”.

22 julho, 2010

Crítica: Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo

Muita gente gostou, mas eu achei fraquíssima a adaptação do game Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time) para o cinema. O épico de ação se passa na mística Persa medieval e conta a saga de Dastan, filho adotivo do rei da Pérsia. Acusado de assassinar o monarca, o príncipe guerreiro foge com sua recém-esposa, a princesa Tamina, em busca do tio, em quem ele acredita como o único capaz de provar sua inocência. Além disso, Dastan carrega uma antiga e misteriosa adaga que tem o poder de fazer voltar no tempo. Durante a fuga, ele e Tamina lutam contra forças obscuras e passam por inúmeros perigos para escapar de todos que cobiçam a adaga, que em hipótese alguma pode cair em mãos erradas.

Produzido pela Walt Disney Pictures, com roteiro de Jeffrey Nachmanoff (O Dia Depois de Amanhã) e direção de Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo), o filme é uma mistura de Piratas do Caribe com Aladdin. O protagonista, vivido pelo ator Jake Gyllenhaal, parece um jumper que se aventura no cenário artificial (e um tanto tosco) montado pelos produtores da trama. Fazendo alusão ao game, ele sobrevive a abismos e lanças afiadas. O personagem também é marcado por um humor, digamos, “engraçadinho”, embutido em quase tudo que faz e fala.

Já a adaga, o objeto de desejo da história, apesar da incrível função que tem, parece, na minha humilde opinião, menos importante do que a atração entre Dastan e Tamina (encarnada por Gemma Arterton). Aliás, acho que a diversão fica mais por conta da química entre os dois personagens. O príncipe da Pérsia e a sua companheira vivem um jogo de atração durante a fuga, divididos entre esconder a adaga e esconder seus sentimentos. Até que, como é de se esperar em “filmes-clichês”, os belos acabam juntos.

Fora o romance, os pontos positivos vão para as cenas de perseguição, alguns efeitos visuais e de som. Para mim, o maior problema do filme é tentar rebuscar o enredo e acabar deixando os conflitos com desfechos fracos. Há muita ação e buracos no roteiro. Tudo parece ganhar e perder importância muito rápido ao longo da história e sem que o espectador entenda direito o motivo disso.


Ingrid Dragone

11 julho, 2010

Recomendo – parte 25

1. O livro “As Cinco Linguagens do Amor”, de Gary Chapman. Ele fala de como podemos, com atitudes simples, agradar o nosso (a) parceiro (a) a partir da identificação da linguagem do amor que mais o (a) faz feliz: toque físico, presentes, palavras, doação de tempo ou maneiras de servir.

2. O filme Toy Story 3. O roteiro é mais emocionante do que os anteriores. Há cenas engraçadas impagáveis (especialmente as que são protagonizadas pelo Ken – namorado da Barbie) e (pasmem!) tristes. Achei bem legal e acho que a versão em 3D pode ser até dispensada, apesar de ter assistido assim.

3. A leitura dos provérbios bíblicos. Eles nos orientam sobre tudo!

4. O vídeo do ator Nelson Freitas em Jô Soares. Ele imita homens de diversas regiões do Brasil elogiando uma mulher. Tem o carioca, o mineiro, o baiano e por aí vai. Muito engraçado! Para ver clique aqui

04 julho, 2010

Não foi dessa vez

Se dependesse da quantidade de vuvuzelas e de camisas amarelas e verdes, o Brasil certamente teria conquistado o hexa esse ano. Vamos admitir que o nosso time não esteve, digamos, tão bem digno de confiança assim... Antes do jogo com a Holanda não houve grande goleada em cima de uma seleção poderosa e ainda aconteceu um empate sem gols na partida contra Portugal. Gosto da festa dos brasileiros, da vibração coletiva, mas não deu, pelo menos dessa vez, para sentir uma imensa frustração pela saída do Brasil da Copa.

Fiquei um pouco triste, lógico, mas passou logo depois de um ótimo almoço. Afinal de contas, os jogadores da seleção estão muito bem de vida – melhor que a maioria dos brasileiros; a Copa é legal, muito massa, mas é apenas uma competição esportiva; somos o único país pentacampeão; em 2014 temos nova chance de vencer e a vida continua...

O povo brasileiro precisa de muito mais do que uma taça para ser feliz, não pode se render à política do pão e circo. Assim como os atletas da nossa seleção, os políticos que elegemos precisam de preparo e vontade de realizar. A diferença está no fato de que jogadores de futebol lutam contra adversários confessos e os políticos, que deveriam representar nossos interesses, costumam marcar uma série de gols contra.

23 junho, 2010

Por que (2) ...

... todo mundo resolveu comprar vuvuzelas para torcer na Copa este ano? Já repararam no zumbido ininterrupto e chato que elas fazem, quando estão aos montes, nos estádios de futebol?

...os atendentes do serviço público costumam receber as pessoas com a cara fechada? Recentemente estive em um cartório para resolver umas pendências e fiquei indignada com a forma como uma das funcionárias atendeu a mim e, principalmente, a uma idosa que tentava esclarecer dúvidas. Não adianta agilizar os procedimentos através de dados informatizados, como surpreendentemente aconteceu, e tratar as pessoas com cara de quem comeu e não gostou. Será que essa cara é para manter a fama de que servidor público é desestimulado, triste, inconformado e tem má vontade? Que mania feia...

... os restaurantes preparam sushis tão grandes? Se tento comer como manda o figurino, faço o maior esforço. Se corto ao meio, cometo uma gafe...

... as pessoas vivem achando que devem ser servidas, a todo tempo, se o melhor homem (Jesus Cristo) veio à terra para servir a todos? Está faltando humildade nas pessoas e vontade de ajudar também.

... inventaram que só cabelo liso é bonito? Isso é uma ditadura! Uma regra do “mundo fashion”! Uma mentira! Meninas! Libertem seus cachinhos e cabelos ondulados. Eles também fazem sucesso!

... brasileiro gosta tanto de novela? Acho que é uma maneira cômoda de “tomar parte” da vida alheia. Há tantas coisas mais interessantes para se fazer... Ouvir música, ler, conversar, escrever, desenhar, jogar palavras cruzadas, fazer pesquisas na internet...

20 maio, 2010

Silêncio

Finalmente pôde abrir a porta e arriar a mala no chão. Não conseguia deixar de ouvir o som da máquina de fotocópia do escritório. O equipamento havia trabalhado quase que ininterruptamente durante as duas horas que antecederam o final do expediente. O ruído sistemático ecoava em sua lembrança. Maldito som.

Não tinha forças para desamarrar os cadarços. Jogou o corpo sobre a poltrona e ficou olhando para o aquário. Olhava, mas não via os peixes fazendo lá seus movimentos em busca dos escassos farelos de comida. Não tinha forças para folgar o nó da gravata e o barulho da máquina de xerox continuava pregado em cada um dos seus pensamentos vazios.

Também não adormecia. E depois de alguns minutos, talvez vinte, nada mais ouvia. Silêncio nos cômodos da casa, na rua, na vizinhança. Absoluto silêncio. Silêncio sem precedentes.

Aquela falta de ruídos crescia dentro dele e o tomava de uma estranha inquietação. O silêncio alastrava-se e era um incômodo desmedido. Antagonia. E agora suas ideias vinham à tona. Uma a uma. Clientes, amigos, familiares e ex-namoradas vinham à sua mente combinados a cenas dantescas de assassinato, assédio sexual e tortura.

Correu. Abriu as torneiras, ligou a televisão, o liquidificador, a batedeira, a máquina de lavar roupas e o secador de cabelos. Voltou para a poltrona. Sorriu. Era um profissional respeitado e tinha boa índole.



Ingrid Dragone

17 maio, 2010

O valor das coisas

Na semana passada, quando ia para o trabalho, fui tomada por uma emoção inesperada. Estava dirigindo pelo caminho de sempre, mas avistei um céu como há tempos não acontecia. Senti a presença de Deus muito forte e meu coração se encheu de felicidade. Comecei a agradecer por mais um dia de vida, por ter acordado com saúde, por ter um emprego digno. Esse sentimento de gratidão me levou a refletir, principalmente sobre o valor que às vezes atribuímos a coisas que não têm valor algum.

Na mesma semana recebi um e-mail falando sobre a infância das pessoas que nasceram nos anos 70 e 80. O texto dizia que as crianças daquelas décadas não tinham celular, Playstation, Orkut, Twiter, MSN, e se divertiam. As brincadeiras eram mais saudáveis, integravam e rendiam centenas de histórias para contar.

Do que precisávamos naquela época? Da companhia dos nossos amigos.

Dias depois recebi um e-mail que divulgava o projeto “Doe Palavras”. Trata-se de uma iniciativa do Hospital Mário Penna (BH), que cuida de pacientes com câncer. Basta que as pessoas acessem o site WWW.doepalavras.com.br e escrevam uma breve mensagem de otimismo. Essas frases aparecem num telão para os pacientes em tratamento.

Do que essas pessoas precisam nesse momento? Fé, conforto e esperança.

Bem, minhas ideias parecem estar meio desconectadas aqui - estou bastante cansada agora -, mas quero só dizer que continuo refletindo sobre o valor das coisas...

16 abril, 2010

A roda da vida

A roda da vida vai rodando incessantemente. Não espera que você calce os sapatos, que você vá à padaria, que você leia o jornal, que você o peça para esperar. O tempo desprende-se como a areia que dá função às ampulhetas, sem que ninguém sinta o atrito da sua passagem. O tempo anda ao ritmo dele - depressa para o ocupado, devagar para quem sente saudade -, e passa. Passa como a paisagem avistada do trem.

A roda da vida vai rodando incessantemente. Sua engrenagem não enferruja, não quebra, não desacelera. E a fotografia no porta retrato, aquela que você vê ao acordar, era você hoje, mas já é você muitos anos depois. Cinco anos podem ter passado... e você fez tantas coisas e deixou tantas outras para mais tarde, por falta de tempo (?).Os ponteiros correm sobre os números e janeiro já é junho, sem que você tenha concluído, ou mesmo dado início às tarefas anotadas na agenda.

O relógio está em seu pulso, nas paredes, na cabeceira da cama, no painel do automóvel, na tela do computador, nas praças, no celular que você atende para confirmar o horário do próximo compromisso. O relógio está em todo lugar, mas você entra e é sol, e você sai e é escuro, e você nem percebeu. Outro dia do calendário se foi, com cada um dos seus segundos irrecuperáveis, e você dorme sem saber se amanhã vai dar tempo.

(Você nem lembra o que vestiu ontem, porque estava atrasado e pegou a primeira roupa que viu no cabideiro. E anteontem você buscou um passatempo, porque era domingo).

O tempo corre como um atleta experiente sobre a esteira rolante indefectível. Suas pernas não são compridas. Nem curtas. Seus passos são iguais desde o início dos tempos. Ele não vacila. Não tropeça. Não retarda por não saber como seguir. A roda da vida vai rodando incessantemente. Não meça, viva.

E recorde.




Ingrid Dragone

11 abril, 2010

Por que...

... tenho que dizer que amei o filme Avatar? Sinceramente, vi o que esperava, nada mais, nada menos. Sabia que seria muita imagem e conteúdo clichê. A profusão de efeitos especiais é interessante - o cenário criado é bonito, não se pode negar –, mas trata-se da história de Pocahontas repaginada!!!

... tantos jovens continuam usando as tais “pulseirinhas do sexo”? Mesmo com a divulgação de vários casos em que elas estimularam a violência sexual? Os pais devem estar atentos!

... tem gente comemorando a chuva? Sabemos que o calor está terrível em Salvador – só para registrar, sou a fã número 1 dos aparelhos de ar condicionado -, mas quantas casas desabam quando a água desce? E ninguém venha me dizer que as pessoas vitimadas têm culpa. Certo, construíram suas moradias em áreas de risco. E tinham mesmo quais opções? Morar nas encostas, e até em cima de lixões, como se viu no Rio de Janeiro, ou nas ruas. E aí?

... essa mania de ouvir Lady Gaga em tudo quanto é lugar? É verdade que a sua excentricidade chama um pouco a atenção, mas entendo que ela é uma nova versão de Madonna, que no auge da carreira também chocou com suas músicas, coreografias eróticas e roupas estranhas. Quem não se lembra dos sutiãs em forma de cone? Dos crucifixos em contraste com o comportamento pervertido?

... as pessoas adicionam as outras no orkut e quando se batem com elas por aí fingem não conhecê-las? Acho que a lista grande de amigos no orkut é para ganhar comentários nas fotos e acumular estrelinhas de fãs.

... é necessário atender o celular na hora do almoço ou no cinema? Por que temos que ser encontrados em todos os momentos da nossa vida? Até no descanso? Hoje em dia até parece que é charmoso não ter tempo para comer em paz! Não estou levantando uma bandeira contra os celulares, eles facilitam muito a rotina diária (eu, por exemplo, jornalista, como ficaria sem o meu?), mas tento ser guiada pela sensatez. Quando ele chama, EU estou no controle! Ah! E ainda bem que existe o identificador de chamadas (piada interna).

06 abril, 2010

Um caso Isabella

Gritos, mãos lançadas ao alto e fogos de artifício. Poderia ser a comemoração pelo placar de um jogo de futebol, mas foi a manifestação dos brasileiros diante do resultado de um dos julgamentos mais esperados do país. Finalmente o casal Nardoni foi condenado pelo assassinato da menina Isabella. E o motivo de tamanho contentamento?

O crime e as circunstâncias que o envolvem estiveram durante meses em nossos pensamentos, diante dos nossos olhos, às mesas, nas conversas de escritório e de bar. A mídia, diversas vezes criticada pela insistência no assunto, criou uma comoção nacional em torno da tragédia. Era impossível nos desligarmos. De alguma forma, enxergávamos naquela criança um pouco de cada uma das crianças que conhecemos, sentíamos a dor daquela mãe e, sem termos dúvidas sobre a culpa dos acusados, até especulávamos sobre como eles imaginavam a sua vida a partir dali – não porque estivessem arrependidos pela morte da menina, mas pelo problema que criaram para si mesmos.

Nossos corações estavam incomodados e a justiça era uma maneira de minimizar um pouco a indignação. E agora, com a sentença proferida, nos resta acompanhar os assassinos saírem da cadeia em pouco tempo? Sabemos como são as leis por aqui...

E também sabemos que pessoas morrem todos os dias. A todo tempo. Em todo lugar. Muitos crimes ficam sem solução. Muita gente, impune. Muitos casos acontecem nos confins do mundo, onde não há televisão ou jornal, onde não existe, sequer, lei ou quem julgue os criminosos. Quantas Isabellas já tiveram a vida ceifada pelas mãos de seus próprios pais? Vigiemos nossos passos, nossas aflições.


Ingrid Dragone

21 março, 2010

Recomendo – parte 24

1.Bombons Montebello de maracujá da Cacau Show.

2.Jogar boliche no Nitendo Wii. Claro que não é mais emocionante que o jogo na real, mas, pelo menos, não sentimos o peso da bola.

3.O filme “Um ato de Liberdade”. Tema? Nazismo.

4.O salmão grelhado do restaurante por quilo Il Polo (Salvador Shopping).

5.Nunca pensar que é tarde para aprender algo ou realizar um sonho. Eu, por exemplo, depois de muitos anos, estou aprendendo a andar de patins!

6.O Filé com Batatas do bar Porto Brasil (na Pituba, em frente ao colégio Oficina). Bem servido para duas pessoas gulosinhas ou três “sensatas”. Ah! O barzinho é ótimo.

7.Para aquela coceirinha na garganta; bala de gengibre.

8.O filme “Um sonho possível”. Ótima opção para quem quer fechar a sexta-feira com uma diversão leve. Está em cartaz.

07 março, 2010

Presente surpresa

Embrulho em papel azul e fita branca. O desfazer do laço revelou uma surpresa com sabor de sonho de infância: Um par de patins!

Quando criança, oito ou nove anos, queria patinar. Sentir o vento lançar meus cabelos compridos para trás e a maravilhosa sensação de estar deslizando com o impulso do meu próprio corpo - guardada naquela vontade talvez estivesse a minha primeira aspiração de liberdade. Mas minha mãe, com aqueles cuidados que só as mães conhecem e entendem, nunca quis que eu aprendesse a brincadeira com receio dos machucados.

Vez ou outra cobiçava os patins das vizinhas do prédio. Pedia emprestado. Tentava andar, porém a consciência de estar consumando um ato proibido impedia que eu criasse a coragem de me desprender da parede e explorar o espaço que se abria a minha frente, um espaço branquinho, branquinho, por causa do piso de mármore. Então, com certo lamento, entregava o meu objeto de desejo às suas donas e ficava admirando as estripulias cheias de equilíbrio que elas conseguiam fazer.

Mas esse par de patins surgido agora, de dentro do papel azul, tem um sabor especial. Surpresas assim nos fazem refletir no quanto a vida pode ser linda, basta que a gente se permita realizar, não importa em que tempo.

De repente me vi sobre oito rodinhas, meio que trocando as pernas, meio que com medo de cair, mas muito contente. Minha mãe continua não gostando muito da ideia de ver a sua menina na brincadeira perigosa, mas o meu noivo sabia que estava me dando felicidade embrulhada em papel azul e fita branca.



Ingrid Dragone

03 fevereiro, 2010

Uma mensagem

Eu queria, neste momento, escrever uma mensagem muito bonita, altruísta, que enchesse os corações de conforto. Queria espalhar uma mensagem repleta de cores e com um perfume delicado. Uma mensagem que não ficasse guardada, mas que invadisse os espaços tornando mais alegres todas as pessoas que nela pousassem suas pupilas. Poderia ser uma mensagem pequena. De palavras simples. Intensa por causa da sua verdade e doce por causa da sua pureza. Uma mensagem que atingisse sem ferir, que abrisse os olhos sem tirar a esperança, que encontrasse em cada pessoa o motivo para sempre ser lembrada. Se eu fosse capaz de criar essa mensagem agora, com certeza ela falaria de amor. Cura, perdoa, encoraja, transforma; assim é o amor. Se essa mensagem de amor tomasse o mundo, alastrando-se pelas fronteiras como uma manta acolhedora, provocando o sorriso nas faces marcadas pela dor de cada dia, inspirando os que têm fincado os pés na lama, eu seria ainda mais feliz hoje. Amanhã. E depois de amanhã.


Ingrid Dragone

24 janeiro, 2010

Como eu gosto de dançar...

Sentir a música e deixar que ela me leve. Felicidade e prazer. É assim que me sinto com a dança. No palco ou fora dele. Sempre foi assim. Minha mãe conta que quando eu tinha dois anos fiz um balançar muito animado ao ouvir o som do martelo com o qual minha vó machucava o tempero do almoço. Deve ter sido muito engraçado... Lembro bem de quando eu ia para as festinhas de aniversário e recusava brigadeiros e refrigerante para continuar os meus passos ao ritmo de tudo que tocasse. Essa paixão se estendeu para a adolescência e a fase adulta. Quantas vezes abri as pistas? Cheia de sequências que eu criava na hora e as pessoas me seguiam, repetindo e aprendendo comigo.

Fiz ballet clássico por onze anos. Nessa época as colegas do colégio me perguntavam como eu tinha disposição para trocar um fim de semana de praia por ensaios dos espetáculos. Eu amava... Fiz também jazz, tive algumas experiências com dança do ventre, hip hop, dança contemporânea, e desde 2004, se não me engano, faço sapateado. Fora isso, às vezes rola uma salsa, um forrozinho e um bolero com o meu noivo, que, por sinal, manda bem.

Quando estou com muitos compromissos profissionais (e este ano, particularmente, com demandas pessoais de maior importância) fico impedida de praticar o meu hobby predileto, mas fico com ele pontuando em minha cabeça a todo tempo. Porque sempre fui aquela que criava coreografias para a turma da escola, aquela que se apresentava nas comemorações do dia das mães, dos pais, no Halloween, na abertura de eventos e por aí vai. Perdi as contas de quantas coreografias da moda passei para minhas amigas, e até hoje um primo de Brasília fala com alegria de como o ensinei a sambar!

Dancei em muitos lugares; Teatro Castro Alves, Casa do Comércio, Centro de Convenções, Museu Carlos Costa Pinto, shopping Iguatemi, igrejas, antigo Meridien, Blue Tree Towers, Cidade do Saber, Teatro Módulo, enfim, não vai dá para listar todos aqui. Protagonizando ou não - e vestida até de homem -, realizando com muito amor, caras, bocas e dedicação.

No ano passado, por exemplo, tive uma oportunidade inesquecível. Coordenei e dancei num espetáculo para cerca de 200 funcionários do meu trabalho. Fantástico ver como as pessoas ficaram felizes com um evento do qual cuidei bem de perto, cada etapa, nos mínimos detalhes. Foi uma chance de crescimento pessoal, inclusive.

Dançar realmente me traz uma satisfação imensa e pretendo estar sempre em contato com essa arte, sabendo cada vez mais. Um dia meu corpo não vai responder com precisão às minhas intenções e não quero olhar para trás e pensar que eu poderia ter aproveitado mais intensamente a inspiração que Deus me deu.

06 janeiro, 2010

Recomendo - parte 23

1.O livro “O Caçador de Pipas”. Não é lançamento, mas muita gente ainda não leu. Estou no começo, porém gostando bastante.

2.Trufas da Cacau Show.

3.O filme Click. No início parece ser engraçado, mas nos faz refletir sobre o que queremos para as nossas vidas.

4.Inacreditavelmente, muita gente não viu e eu continuo recomendando o vídeo “Charlie bit my finger – angain!”, disponível no You Tube.

5.Produtos da Linha SPA de O Boticário. Hidratantes, sabonetes líquidos ou em barra, máscaras, cremes de massagem para os pés... Todos muito bons.

6.Filet à Barbacoa (restaurante Barbacoa).

31 dezembro, 2009

Feliz 2010!!!

É tão bom quando o ano chega ao fim, você olha para ele e constata o quanto foi maravilhoso. Eu, por exemplo, não posso me queixar de 2009: experiências lindas nos campos afetivo e espiritual, conquistas materiais, novas oportunidades, crescimento profissional, pequenos e grandes desafios cumpridos, novos projetos, vida social interessante e mais amizades.

E o melhor disso tudo é ter a consciência dos passos que podem levar ao sucesso. Obviamente, ninguém tem “a” fórmula, mas acredito que os acertos dependem muito de pensar sobre atitudes, a maneira de lidar com as pessoas e sobre as formas de leitura da vida e dos acontecimentos. Por isso, desejo a todos nós que 2010 seja alicerçado em sentimentos saudáveis, felizes, mas também em muita reflexão/meditação.

Vamos fazer a nossa parte e deixar que Deus cuide de tudo.

Feliz Ano Novo!!!




Ingrid Dragone

23 dezembro, 2009

Feliz Natal !!!

O Natal já bate em nossas portas. Estamos entusiasmados com a compra de presentes, com os amigos secretos, com as confraternizações do trabalho, da igreja, e com os preparativos para a ceia em família. Amo essa movimentação provocada pelas festas de fim de ano, mas o que mais me encanta é o espírito de paz que nos envolve nessa época.

Ficamos mais amáveis, pacientes, gentis e solidários. O clima de amizade vai se espalhando e, sem muita cerimônia, os sorrisos tomam conta dos ambientes pelos quais circulamos. Não seria lindo se os nossos corações se mantivessem assim, leves e alegres, nos próximos doze meses?

Cada um de nós pode ser luz aonde for. Fazer a diferença em todos os lugares. A qualquer tempo. E para isso temos que nos espelhar no maior exemplo: Jesus; o nosso Deus em carne, que veio para nos mostrar de perto o que é o amor e ensinar que precisamos cuidar uns dos outros.

Façamos como Ele, façamos o Natal acontecer todos os dias. Em nossas casas e fora delas, entre os que amamos e os que não nos conhecem bem, em nosso peito e em gestos pequenos do cotidiano. Maravilhosamente.



Ingrid Dragone

13 dezembro, 2009

Escrevendo mais um pouco...

Hoje é domingo e eu não quero escrever mais nada. Mas já estou escrevendo. Há mais de quinze dias tenho vivido um ciclo avassalador de produção textual. Não é fácil ser editora de uma revista, fazer assessoria de imprensa, trabalhar com a correção de redações alheias e ter, de quebra, um blog para alimentar – instrumento através do qual dou vazão aos meus lados “escritora” e “articulista”.

Às vezes sinto que funciono como uma máquina com botão OFF/ON. E, lógico, com o stand by acionado. Há momentos em que nem rola inspiração. A técnica domina a situação e possibilita a criação de parágrafos e mais parágrafos, claros, organizados e até, em alguns casos, poéticos e bem humorados.

Mesmo muito cansada, como estou agora (às 10h58min), tenho que dizer: sou uma privilegiada, estou satisfeita com a profissão que escolhi. Faço o que gosto. Escrevo.

25 novembro, 2009

Simplesmente simplicidade

Para falar de simplicidade podemos começar pelos jardins. Eles se ocupam apenas de ser o que são. E são lindos, de uma beleza indescritível. Rosas, margaridas, crisântemos, violetas; todas são simples. Florescem no tempo certo, emprestam poesia ao nosso caminho e se vão. E a felicidade é assim: simples.

Mas o mundo e as pessoas exigem que sejamos complexos. Somos impelidos a sempre buscar mais informações sobre tudo, ser mais conhecidos, ter mais sucesso e bens. Muitas vezes, constato, motivados pelo sentimento de aceitação ou necessidade de aplausos.

A complexidade de tudo querer em pouco tempo nos deixa angustiados, ansiosos, tristes, frustrados e até doentes. Desperdiçamos a nossa energia com inúmeras atividades diariamente e no meio desse emaranhado de compromissos esquecemos do sorriso, do abraço, do café da manhã diante do sol, de proferir a palavra que acalma, de ouvir essa palavra; coisas simples.

Ter essas coisas simples, para mim, é ser sofisticado. Boa parte dos nossos esforços não é justamente para termos isso? Qualidade de vida, conforto e paz? E tudo isso é sinônimo de leveza e felicidade.

A pessoa simples é leve e feliz porque não enxerga problemas em coisas pequenas e ao mesmo tempo vê a beleza das coisas comuns, entende o valor delas. A pessoa simples não carrega muitas coisas nos braços, carrega muitas palavras boas no coração. E eu quero ser assim: cada vez mais sofisticada, cada vez mais simples.



Ingrid Dragone

18 novembro, 2009

TV de lixo

Ensinam os comunicólogos que as emissoras televisivas foram forçadas a melhorar suas programações para equipará-las aos anúncios publicitários, cada vez mais bem feitos e criativos. Óbvio, é o anunciante que sustenta qualquer meio de comunicação. Só não sei em que parte do caminho essa “condição” da programação de qualidade se perdeu: temos uma tv de lixo.

A “novela das 8h”, por exemplo, tem o sexo e a traição como foco. Um rapaz sente atração pela namorada do irmão; homens casados traem suas esposas (com desconhecidas, conhecidas e com parentes delas), e elas também dão o troco; a menina virgem é criticada pela própria irmã; há também a mulher que se comporta promiscuamente e tem uma filha pequena, que cresce achando tudo isso normal.

Um outro programa mostra o relacionamento “divertido” de uma garota com dois namorados. Ela é bonita, cheia de personalidade, engraçada e feliz. Os problemas não são provenientes do triângulo amoroso – muito harmonioso, por sinal -, mas da falta de grana e até da tpm da protagonista. São aventuras, como numa revista de histórias em quadrinhos, com formato diferenciado e voltada para os jovens. Quantas adolescentes não devem estar se encantando com esse estilo de vida?

É lógico que essas produções, assim como os programas de auditório que exploram a sexualidade ou a imagem da mulher-objeto, refletem a sociedade em que vivemos. Contudo, não se pode negar que se trata de uma pista de mão dupla. Estão no ar porque têm audiência (o “público gosta”) e também porque apresentam todas as “distorções” de maneira muito simpática. Os personagens são carismáticos e/ou bonitos, conquistando o telespectador.

Não posso ser hipócrita e afirmar que não assisto televisão. Sou formada em comunicação e tenho que saber o que se passa. Entretanto, não cultivo o hábito. E quando vejo “coisas” (sim, esses programas são “coisas”) desse tipo sinto menos vontade ainda de assistir. Prefiro ler um livro, pegar um filme na locadora, ler a bíblia, fazer pesquisas na internet, escrever, conversar...

Antes que alguém diga que sou chata e careta, quero pontuar que esse texto não é um protesto contra a emissora A ou B. Ele tem o intuito de gerar uma reflexão: pensemos com o que temos ocupado o nosso tempo!



Ingrid Dragone

02 novembro, 2009

Falta Deus no coração

Às vezes fico triste pensando no quanto falta Deus no coração das pessoas. A cada dia, a cada minuto me deparo com situações lamentáveis. E não é preciso que se fale aqui de um ato muito grave, como um homicídio, por exemplo. Pequenas atitudes do cotidiano refletem essa ausência.

Voltando do trabalho há cerca de vinte dias, às 20:11 – foi tão marcante que lembro o horário exato – fui acuada no trânsito por um motorista de caminhão-guincho da empresa Porto Seguro. Ele andava na pista de ônibus e dirigia com muita pressa. Querendo passar na minha frente, o homem começou a me fechar, jogando o veículo bruscamente. Com receio de que ele batesse na minha lateral, buzinei. Ele buzinou em resposta. Buzinei novamente. Daí ele afundou a mão na buzina. Não satisfeito, foi para trás do meu carro, colocou luz alta e assim manteve os faróis até se deslocar para a outra pista. Eu não enxergava nada e essa foi a pior parte da história... Depois ainda me xingou de alguma coisa que não consegui ouvir.

Não deu para anotar a placa do veículo que ele guiava. Achei que ele merecia tomar uma advertência do seu gerente pelo comportamento agressivo. Já pode ter feito isso com outras pessoas ou poderá voltar a fazer, provocando um acidente.

Cheguei a ligar para a seguradora no dia seguinte para fazer a queixa. Embora não tivesse o número da placa, sabia que seria impossível a Porto Seguro ter mais de um caminhão-guincho circulando na Av. Bonocô, sentido Iguatemi, naquela hora. Soma-se a isso o fato da empresa dispor de GPS - segundo a informação de funcionários de lá - o que, com certeza, levaria à identificação do motorista.

Quando fiz a reclamação ocorreu “aquela” situação básica: passaram a minha ligação de atendente a atendente e nada resolveram. Expliquei que não queria nada em troca, só comunicar o que aconteceu, como uma medida preventiva. Argumentei que estava fazendo um favor para eles, já que os colaboradores de uma empresa representam a imagem dela na sociedade. Dei os dados do ocorrido para a quinta, sexta, sei lá, pessoa que falou comigo. Ficaram de me ligar, dar um retorno. Quem se importou?

Para mim, agora, tanto faz. Até me pergunto se deveria mesmo ter feito a reclamação. Será que ele seria duramente penalizado? Como eu me sentiria se recebesse a notícia, por exemplo, de que ele foi despedido? Como ficaria a vida dele? Não posso imaginar que circunstâncias o levaram a se comportar daquela maneira...

É por essas e outras que devemos nos situar a cada instante e tentar agir como Jesus agia. Esse deveria ser o grande ídolo de toda humanidade.


Ingrid Dragone

17 outubro, 2009

Ao longo da vida você vai constatando...

1.As pessoas não estão contra você, estão a favor delas – Às vezes você fica chateado, magoado ou com raiva por causa da forma como uma pessoa te tratou, colocando a culpa em você quando algo dá errado, por exemplo. Na verdade, essa é uma maneira que ela tem de se proteger, por mais que te ame, te respeite ou admire. Nem sempre é pessoal.

2.Homens podem chorar, sim! – Não sei quem foi o bobo que inventou essa história de que homem não pode chorar. Se assim fosse, Deus não os teria feito com lágrimas.

3.A gente sempre espera que as pessoas não façam com a gente o que a gente não seria capaz de fazer – Nunca se espante! Tem gente para tudo!

4. Às vezes é melhor calar – Tem gente que tem a resposta na ponta da língua ou fala tudo que vem à mente. Tenho aprendido que essa não é a melhor forma de lidar com as situações difíceis, especialmente quando nos sentimos magoados ou ofendidos. Engula a palavra ruim que você vai dizer na hora da chateação. Normalmente quem fez a provocação se arrepende, ou, pelos menos, você evita uma briga ainda maior.

5.Trabalho é meio de vida, não é meio de morte – Pense na sua forma de trabalhar, na sua forma de lidar com as tarefas. Pense sobre o ambiente de trabalho em que você atua, a carga de trabalho e, principalmente, analise se tem qualidade de vida. Boa parte do tempo você passa trabalhando e tudo o que vive lá acaba, você querendo ou não, se refletindo na sua vida pessoal. É inevitável.

10 outubro, 2009

Recomendo – parte 22

1.Chocolate em barra Classic Duo (chocolate preto e branco) da Nestlé.

2.Quando houver show de Toquinho, pode ir sem pensar duas vezes. Os músicos são excelentes, a cantora que o acompanha também e o repertório é lindo! Além das suas composições, ele toca Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, entre outros. Conta casos ótimos desses artistas e também, vamos combinar; ouvir aquarela ao vivo é maravilhoso!!!

3.Jogos simples como forca, ABC e mímica. Dá para garantir tranquilamente a diversão entre amigos.

4.Se estiver no Salvador Shopping e resolver almoçar um prato mais saudável, aposte do restaurante por quilo Raízes. A comida não é aquela coisa sem graça, sem sabor.

5.Para reviver a década de 80, a música "I’ve had the time of my life", tema do filme Dirty Dancing.

6.No You Tube o vídeo do “Quem disse que bebê não gosta de música eletrônica”.

7.Mudar o visual. É ótimo para a autoestima.

8.Para as mulheres e meninas apaixonadas pela Barbie, indico a mostra comemorativa de 50 anos da boneca mais famosa do mundo. São diversos modelos, inclusive étnicos, expostos no Salvador Shopping até o dia 29 de outubro.

9.Se estiver arrumando o seu armário e ficar na dúvida sobre dar ou não determinadas peças, vista cada uma delas, olhe-se no espelho e se pergunte: “se estivesse numa loja agora e experimentasse essa roupa eu compraria?”. É batata!

05 outubro, 2009

Um papel toalha, por favor?

São ditos “ecologicamente corretos e mais econômicos”, mas ninguém os merece. Refiro-me aos secadores de mãos automáticos que as empresas têm instalado nos sanitários. Aliás, não conheço quem goste desses equipamentos cheios de propósitos e tão pouco eficientes. Fazem barulho muito bem e não enxugam. Sempre desisto de esperar que resolvam o meu problema e, invariavelmente, saio secando as mãos em papel higiênico ou mesmo na minha roupa.

Vocês devem estar pensando que sou louca; escrevendo um texto sobre secadores de mãos automáticos. Antes que me perguntem a respeito do chip implantado em minha cabeça, quero logo esclarecer essa inspiração doida. Tudo isso nasceu de uma reflexão; acho que há muitas pessoas-secadores-de-mãos-automáticos por aí. “Hã???” calma, calma, vou explicar...

Num primeiro contato podem parecer ótimas, carregam um discurso muito bonito, sobre quem são e como agem, mas com um pouco mais de convivência você percebe que é melhor não contar com elas, porque: não vão efetivamente te ajudar, vão te fazer perder tempo, a paciência, e continuarão ali, fazendo “cena” para os próximos bobos que nelas acreditarem.

A dica é: deixemos que façam o seu barulho - que falem de si e se mostrem presentes-; aceitemos a sua presença; saibamos que na hora da dificuldade não estarão dispostas de fato a colaborar e, por último, procuremos sempre uma alternativa que não seja lhes pedir ajuda.

Depois de tudo isso, quem se habilita a falar das pessoas-papel-toalha?



Ingrid Dragone

23 setembro, 2009

Falta tempo?

Na semana passada li um artigo sobre as pessoas “muito ocupadas”. O autor falava sobre o quanto é ridículo respondermos “estou tão cansado”, quando alguém passa por nós e pergunta de maneira simpática “como você está?”. Na verdade, a pessoa que nos faz esse tipo de cumprimento só está querendo ser gentil, ou seja, não está, definitivamente, querendo ouvir nossos problemas ou qualquer tipo de queixa. Além disso, de que adianta reclamar da quantidade de trabalho? Quem hoje em dia não se vira nos trinta para ganhar mais dinheiro ou ter mais reconhecimento?

Vamos pensar também sob outro aspecto: pessoas que estão o tempo todo sem tempo (desculpem-me pelo trocadilho) são aquelas que não sabem se organizar ou, muitas vezes, são aquelas que gastam minutos preciosos fazendo fofoca, dormindo demais e até comentando o destino dos personagens da novela das oito (ou nove?). Bem, não sou chegada a fofocas, acho que estender o sono pode ser necessário e não tenho nada contra falar sobre novela, contudo, venhamos e convenhamos, quem não tem tempo não precisa de passatempos como esses. Certo?

Acredito que somos capazes de cuidar de mais coisas do que pensamos. Eu mesma já constatei que com um número maior de compromissos consigo estruturar melhor o meu dia. E até encontro espaço para o desempenho de uma nova atividade. Trata-se de ter prioridades.

Quem não conhece um sedentário que sempre promete que vai voltar a malhar na próxima segunda-feira? Arranja desculpas, mesmo sabendo que seis horas de exercício físico por semana não farão tanta diferença nos prazos das tarefas. Ao contrário, produzimos melhor quanto temos o nosso momento de relaxamento.

Querem saber? Não adianta o desespero. Alimentamos a ilusão de que podemos planejar tudo, inclusive o nosso tempo, mas a vida é imprevisível. Corremos loucamente contra o relógio e aí vem Deus e manda parar, põe o obstáculo (uma oportunidade, ainda que não a enxerguemos assim), desarticula as nossas intenções com um propósito que só Ele conhece.

O tempo está acima de nós. E o tanto que pudermos discutir sobre o assunto, em horas, meses e anos, ainda será pouco. Por falar nisso... sinto muito se você acha que perdeu tempo lendo essas minhas breves considerações sobre a falta de tempo...



Ingrid Dragone

16 setembro, 2009

Recomendo – parte 21

• Bombons sortidos “Classics” da Kopenhagen. Delícia!!!

• Pular corda! Ótimo exercício aeróbico!

• Mousse Due, da Chandelle.

• O filme “As Duas Faces de um Crime”.

• Deixe sempre tudo organizado. Alguns minutinhos que você gasta quando chega em casa para guardar as coisas do trabalho economizam horas de arrumação depois.

• Salvar regularmente em CD as fotos arquivadas no computador.

• Pedir a Deus paciência antes de enfrentar o trânsito. É importante não deixar que a agonia de outros motoristas abale o seu emocional.

• Tirar finais de semana para não usar celular, computador e televisão. É bom ter tempo para um milhão de outras coisas: ler, fazer exercício, jogar, conversar, dançar, cozinhar...

• Fazer reuniões no café da livraria Saraiva (Salvador Shopping). Para tudo ficar melhor, você pode pedir a tortinha de brigadeiro com morango. É pequenininha... mas uma delícia. A porção de pãezinhos de queijo também vale muito a pena.

01 setembro, 2009

Repercutindo o “Todo Enfiado”

A Bahia inteira, gente em todo país e até em outros países tem acompanhado a história da professora que caiu no You Tube após ter sua performance filmada num show dançando a pérola “Todo Enfiado”. Não quero discutir aqui se a professora, agora demitida, ganhou fama – e pode ser chamada para fazer algum tipo de “trabalho” por conta desse episódio, como já ouvi muitos especulando -, ou se o vídeo divulgado vem sendo incontáveis vezes acessado pelos internautas por curiosidade ou por mera diversão. Há outros aspectos mais interessantes em torno do fato.

Em primeiro lugar, as imagens refletem não só um momento descontraído e, digamos, de lazer de uma pessoa, mas representam a banalização da sexualidade, assim como acontece também em muitos bailes funk do Rio de Janeiro. Os jovens estão crescendo achando que é natural ser promíscuo e exibir essa promiscuidade. Às vezes me pergunto o que será das próximas gerações... Basta ver no Orkut quantas meninas exibem o corpo em fotografias apelativas, vendendo uma figura de “fêmea fatal” para qualquer usuário da rede.

Em segundo lugar, e ligada à questão acima, está a vulgarização a que as mulheres tem se sujeitado. A liberdade sexual chegou para prender? Para tornar o sexo feminino preso/atrelado à condição de objeto? Muitas se queixam de que os homens não querem compromisso sério, não tem respeito, só querem transar. Na sociedade ainda machista em que vivemos eles são comumente criados para ser “pegadores”; imaginemos, então, a consequência disso quando boa parte das mulheres passa a apresentar um comportamento “moderno”, de "iniciativa". Os homens acabam por generalizar e acreditar que todas são assim, “modernas”.

Em terceiro lugar, o momento é uma oportunidade para falarmos sobre a decadência da produção musical no Brasil. Há quem defenda a música do gueto, do povão que encontra nesse tipo de cultura a válvula de escape para os problemas do dia a dia. Arte é catarse, leva à reflexão, à instrução e, claro, ao deleite também, mas não deseduca.

Em quarto lugar, é bom tomar cuidado: estamos experimentando a era do Big Brother. Em qualquer lugar, a qualquer momento, podemos ser filmados por celulares, aparelhos acessíveis a todos. Obviamente o vídeo que ensejou esse texto foi feito com conhecimento da atriz principal, mas podemos aproveitar o fato para pensar na utilização dos recursos que desenvolvemos. Criaturas podem destruir os seus criadores? Nesse caso, acabar com a privacidade e a espontaneidade?

Em quinto lugar, tenho só mais uma coisa a dizer. A memória do brasileiro é curta. Logo esqueceremos o desempenho “Todo Enfiado” da professora e os desdobramentos disso. E do jeito que caminha a humanidade, teremos, com certeza, muitos outros motivos para repetir a frase dos nossos avós: “o mundo está perdido”.



Ingrid Dragone

24 agosto, 2009

Jornalistas sem diploma?

Lembro-me bem das aulas sobre construção de matérias que tinha na faculdade de Jornalismo... Discutíamos até o sentido que a substituição, por exemplo, do verbo poder por dever, ou do verbo afirmar pelo dizer, causa num texto, a intenção que uma simples mudança é capaz de provocar. Tínhamos também disciplinas como Ética, Análise do Discurso, Sociologia, História do Jornalismo, entre tantas outras. E, por tudo isso, ainda não posso acreditar que quatro anos de estudo não valeram nada. Nada? Como o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) pôde decidir, em 17 de junho desde ano, pela não exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão?

Então, para esses senhores, qualquer um que estudar filosofia é filósofo? Qualquer um que estudar psicologia é psicólogo? Que estudar história é historiador? A Comunicação Social é uma ciência! Eles precisariam ter acesso à vida acadêmica de um futuro jornalista para entender o quanto é preciso ler e aprender para ser um profissional da área...

Pessoalmente, essa lamentável decisão do STF não tem causado transtornos ou receios. Bem, não quero entrar aqui na minha situação, pois já tenho um caminho trilhado e sei do valor do que faço. Mas, penso nos jovens recém-formados ou nos que ainda não tiveram a oportunidade de consolidar o seu nome no mercado, ainda mais em regiões como o Nordeste, com poucas empresas de comunicação e onde ainda não se tem a verdadeira noção do que a atividade significa. No final das contas, a não exigência do diploma poderá prejudicar ainda mais a classe em termos salariais e de condições de trabalho.

Embora, muitas vezes, os jornalistas não sejam bem reconhecidos por sua função, não dá para negar: o jornalismo é imprescindível, principalmente se levarmos em consideração que hoje o conhecimento é a maior riqueza de uma sociedade.

Conhecimento! Já se foi a época em que o “foca” (jornalista iniciante) aprendia a fazer matéria na redação. Cada vez mais os gerentes de jornalismo exigem que o profissional da notícia tenha texto bom, seja rápido e saiba apurar. Novas tecnologias tem parte nisso, especialmente a internet. São milhares sites e blogs atualizados por minuto, portanto, não há tempo de “ficar aprendendo” enquanto tanta coisa acontece no mundo e tanta gente quer saber o que acontece. Se muitos saem da faculdade ainda precisando do traquejo no dia a dia, imagine os que nunca passaram por lá?

Levar notícias a uma nação não é brincadeira. Como dizia um professor que tive na faculdade, uma declaração mal colocada na boca de uma fonte pode matá-la. Pela integridade das fontes e pela dignidade e auto-estima dos jornalistas formados, espero que os diretores das empresas de jornalismo tenham juízo e continuem fazendo do diploma um pré-requisito essencial para a contratação de suas equipes.



Ingrid Dragone